sexta-feira, 29 de outubro de 2010

O que levar no pediatra?

Eu vivo reclamando que as mães não levam as coisas de que preciso nas consultas, mas também nunca deixei bem claro, por escrito, o que levar. Podem ter certeza de que qualquer pediatra vai ADORAR quando vocês chegarem com tudo.

  1. A criança. Pode parecer óbvio demais, mas não são poucas as vezes que a mãe ou babá ou pai ou avó ou parente aparece no consultório com o resultado do exame e sem a criança. Mesmo que o pediatra não examine e só passe o tratamento ou fale que está tudo bem e pode voltar depois, é bom levar pelo menos para ver que a criança realmente está bem.
  2. Os resultados de exames, pedidos pelo pediatra ou feitos em situações de urgência, no pronto-socorro. Caso a criança tenha sido atendida por outro médico, o pediatra vai querer saber o que aconteceu e como o caso foi conduzido.
  3. As receitas de remédios que não foram prescritos por esse pediatra. Xarope para tosse existem aos montes, bem como antibióticos, pomadas, creminhos e afins. E nem sempre conseguimos adivinhar o que é pela cor do líquido, formato da embalagem ou tamanho do comprimido.
  4. A carteira de vacina. O bom pediatra tem o hábito de anotar no prontuário da criança se as vacinas estão em dia, mas é na carteira que ele/ela anota o peso e a altura da criança. Sem contar que nunca se sabe quando surgem vacinas novas no mercado.
  5. O cartão da criança. Isso vale mais para usuários do SUS, porque quem tem convênio sabe que, se aparecer sem a carteirinha, vai voltar pra casa. O problema é que, no SUS, tem mãe que sai de casa sem documento algum e acha que a recepcionista vai achar a pasta da criança sem o número, só com o nome da mãe. Sem o número, não dá pra achar. Sem contar que os retornos são marcados nesse cartão.
  6. Fraldas extras e creme anti-assaduras. Novamente, isso serve mais para usuários do SUS... ou melhor, do lugar onde trabalho, porque não conheço uma criança que nunca tenha feito xixi na balança do pediatra.
E, se for a primeira vez que seu filho for passar nesse pediatra, caso ele tenha alguma doença em tratamento, não se esqueça de levar um relatório do médico anterior ou a cópia do prontuário. Ajuda muito e evita que a mãe tenha que contar tudo, mas tudo do começo...

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Tema vencedor... VITAMINAS! (com 2 votos...)


As vitaminas são substâncias orgânicas essenciais (não são produzidas pelo organismo humano) e necessárias em pequenas quantidades para o funcionamento normal do nosso corpo, devendo ser obtidas através dos alimentos que ingerimos.

Elas se dividem em dois grupos: hidrossolúveis (complexo B, ácido ascórbico ou vitamina C) e lipossolúveis (A, D, E e K). As hidrossolúveis não são armazenadas no nosso corpo, sendo eliminadas na urina, devendo ser fornecidas diariamente na alimentação. As lipossolúveis são armazenadas nas vísceras, principalmente no fígado.

Os grupos de maior risco para hipovitaminose são as crianças desnutridas, os prematuros e as gestantes, sendo recomendada a suplementação com polivitamínicos. Em crianças a termo, com desenvolvimento de peso e altura normais, as hipovitaminoses podem ocorrer quando há exclusão sistemática de alimentos fontes de uma ou mais vitaminas da dieta, por vegetarianismo estrito ou pela falta de disponibilidade desses alimentos na região onde se vive.

Os polivitamínicos não aumentam o apetite e não devem ser usados indiscriminadamente, pois o excesso de vitaminas pode causar toxicidade, como aumento dos níveis de ácido úrico, alterações de pele, problemas no fígado, sangramento na urina e cálculos renais. Paradoxalmente à crença popular, o excesso de vitamina A pode causar perda de peso e falta de apetite.

A recomendação atual é que seja oferecida à criança uma dieta variada, para que ela possa adquirir dos alimentos todos os nutrientes necessários.
  • Crianças nascidas a termo, em aleitamento materno exclusivo: não necessitam de polivitamínico. Porém, quando há pouca exposição a luz solar (mora em região de clima frio ou em apartamento), recomenda-se o uso de vitamina D para evitar o raquitismo. Quem mora em região quente e tem facilidade de exposição ao sol, bastam 15 minutos por dia, antes das 9 da manhã ou depois das 5 da tarde.
  • Crianças prematuras: recomenda-se o uso de polivitamínico e ferruginoso (sulfato ferroso ou outras formulações), mesmo em aleitamento materno exclusivo.
  • Crianças em uso de fórmula infantil maternizada (NAN, Nestogeno, Aptamil, Bebelac, Similac): não necessitam de polivitamínico, desde que tomem pelo menos 500 ml da fórmula por dia, pois as fórmulas têm adição de ferro e de vitaminas. 
  • Crianças em uso de leite de vaca: recomenda-se o uso de polivitamínico e ferruginoso a partir do momento da introdução do leite de vaca integral (caixinha).
  • Crianças após 1 ano de idade, com ganho de peso e altura adequados, com boa aceitação de alimentos variados: não necessitam de polivitamínico.

- E por que alguns pediatras recomendam o uso de polivitamínicos e outros, não?

- Depende muito da escola, da linha de atendimento e da população que o pediatra atende. Eu trabalho em um centro de saúde de periferia, sou obrigada a pensar que pode ser que a criança não tenha acesso a alimentos variados e frescos, então todas as crianças recebem sua receita de polivitamínico. Minha filha, por outro lado, não sabe nem que gosto o polivitamínico tem, porque tem acesso a tudo e toma leite com vitaminas.

É sempre importante lembrar que a melhor pessoa para orientar sobre a alimentação de seu filho é o pediatra que você escolheu. Os textos do Mamãe Pediatra são informativos, não devem interferir na conduta do médico que acompanha a criança (a não ser que a pediatra seja eu, hehehe).

Uso correto de antibióticos

Com o surgimento da bactéria resistente a medicamentos, a KPC, matando 18 no DF e 24 em SP, algumas normas foram modificadas para a venda de antibióticos no Brasil e para promover o uso racional de antibióticos.

Primeiro, não custa lembrar, antibiótico é uma medicação tarja vermelha, ou seja, só pode ser vendida com prescrição médica. Segundo, existem indicações precisas para o uso dos antibióticos, para evitar o surgimento de bactérias multi-resistentes.

Portanto, somente o médico, o médico veterinário e o odontólogo (dentista) são habilitados para prescrever tais medicações para seus pacientes. O farmacêutico é um profissional habilitado para atuar no perfil farmacoterapêutico das pessoas que acompanha, ou seja, é um (grande e fundamental) auxiliar do médico na orientação do bom uso dos medicamentos prescritos. Não pode, contudo, prescrever remédios sem avaliação médica.

- E quando usamos antibióticos?

- Quando há sinais de infecção bacteriana. Gripe, resfriado, H1N1 (aqui usamos anti-virais), diarréias agudas por rotavirus não são afetadas pelo uso de antibióticos, mas o uso deles nesses casos pode ajudar a selecionar bactérias resistentes.

- Quais as infecções bacterianas mais comuns nas crianças?

- Otites, amigdalites, pneumonias, celulites, impetigos, abscessos (o popular furúnculo). As mais graves requerem internação, com uso de antibióticos intra-venosos, como a meningite bacteriana.

- E como será a partir de agora?

- Nas farmácias, o antibiótico passa a ser medicação a ser vendida sob prescrição médica com retenção da receita. O médico deverá fornecer duas vias da receita, uma ficará na farmácia e a outra, com o paciente, para referência de uso.

Referências:
1- http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2010/10/bacteria-resistente-medicamentos-mata-18-em-brasilia.html

2- http://www.boletimjuridico.com.br/doutrina/texto.asp?id=802

3- http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/816882-com-superbacteria-anvisa-deve-mudar-regra-para-evitar-venda-de-antibiotico-sem-receita.shtml

terça-feira, 19 de outubro de 2010

O primeiro RX

E eis que Denise está em seu quarto dia de febre... e passou pelo seu primeiro RX.


Quando uma criança apresenta febre, geralmente demora de 48 a 72 horas para que o corpo produza algum sinal ou sintoma que ajude no diagnóstico (exceto no caso de doenças graves, que complicam em horas). Desta forma, se a criança tem febre, mas está pulando e brincando depois que ela abaixa, compensa esperar para levar ao pediatra.

E esse foi o caso da nenê. A temperatura subia para absurdos 39 graus Celsius em apenas 3 horas, eu medicava e, 15 minutos depois, a mocinha estava cantando feliz pela sala. Agora, quatro dias já era demais.

Toca levar pro pediatra: exame físico normal + nada nos ouvidos + nada na garganta + nada nos pulmões + pescoço mexendo normalmente = triagem, que consiste em um RX de tórax (AP e perfil, ou seja, de frente e de lado), um hemograma e um exame de sedimento urinário (ou Urina 1). Por enquanto só passamos pelo RX, se a febre persistir, amanhã passaremos pelos outros exames.

Como a febre já espaçou (deu uma vez ontem e outra hoje) e o nariz parece uma cachoeira, acho que era só um quadro viral (a famigerada gripe), mas sempre é bom ter certeza de que não é nada mais grave.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Tá andando!

Tchan tchan tchan tchan...

Ela está ANDANDO! Dá alguns passinhos bobos e senta, mas é sozinha! Uhuu!

E, para marcar esse passo (literalmente) importante, o Mamãe Pediatra abre sua primeira enquete:

"Qual assunto deve aparecer no Mamãe Pediatra?"

Cada pessoa pode votar em uma alternativa, a mais votada ganhará um post explicativo no blog. O período de votação é de uma semana.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Bugui! Oras...

Nenê brincando na sala com o pai:

- Qué bugui!

- Quer o quê?

- Bugui!

Ainda não descobrimos o que era o tal "bugui".

[EDIT 20/10] Descobrimos o que é "bugui". É bolo...

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Aniversário de casamento

Para comemorar o quarto aniversário de casamento (e o primeiro com Denise já grandinha), decidimos passar um fim de semana em um hotel.

Escolhi a Hospedaria Águas Claras, em Itapira-SP, um lugar muito aconchegante, tranquilo (só tem 6 apartamentos e 2 bangalôs) e completamente amigável para casais com filhos. Quando chegamos, já havia um berço de madeira antiga no quarto, embora a Denise durmisse na cama conosco.

As refeições e os passeios são todos incluídos na diária, que tem o acréscimo de 5% de taxa ambiental. Tem piscina, lago para pesca, quadra de esportes, cavalos para passeio, charrete, trilha de caminhão e, em noites de lua cheia, cavalgada ao luar.

Todos nós voltamos bolinhas de lá, incluindo a nenê, que se recuperava de uma virose das brabas (vide post anterior). É um lugar muito bom para relaxar e deixar as crianças soltas na natureza.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Novidades...


E as fotos do aniversário da Denise chegaram! Adorei cada uma delas e difícil vai ser escolher qual vou mandar imprimir (o bom é que tenho TODAS elas em alta resolução). O engraçado foi que encontrei a fotógrafa pelo Orkut e, quando fomos conversar, descobrimos que estudamos no mesmo colégio.

Ela não faz o serviço de fotolivro, mas entrega todas as fotos em alta e baixa resolução em um DVD personalizado, tratadas e editadas. Para conhecer o trabalho dela, procure o Além D'Olhar Fotografia.

Agora, como minha filhota está ficando menos pequena, está dormindo no berço a noite toda (sim, deixou a cama compartilhada), embora ainda precise adormecer na cama comigo. Ligo a babá eletrônica e durmo na minha cama, acordando pelo menos uma vez quando ela choraminga. Devo confessar que a qualidade do meu sono melhorou muito.

O problema que temos agora é que, depois da mega-virose de duas semanas atrás, a Denise não conseguiu recuperar todo o peso e, embora tenha ganhado estatura, manteve o peso de agosto. Ou seja... sabadão, lá vão mãe e avó pro laboratório torcer pra nenê fazer xixi no saquinho coletor... o bom é que conheço todos os truques pra fazer nenê fazer xixi, então vamos colocá-los em prática.

sábado, 2 de outubro de 2010

Ih! É catapora!

Não, a Denise não pegou catapora... mas de tanto ver bolinha na minha frente no centro de saúde, achei que era melhor falar um pouco sobre esse bichinho de bolinhas.

A catapora, ou varicela, é uma doença causada por um vírus, o Varicela-Zoster (VZV), o mesmo que causa herpes zoster em algumas pessoas. Por ser vírus, não tem antibiótico que cure, apenas o tempo.

O ciclo da varicela dura 10 dias, durante os quais a criança pode ter febre, tosse, dor de barriga, nariz escorrendo, muitas e muitas bolinhas d'água (vesículas) e casquinhas (crostas), que caracterizam a doença. Coça muito, mas muito mesmo e deixa marcas no corpo se coçar e arrancar as crostas. E quando começa, o que fazer?

O ideal é sempre consultar o pediatra; ele irá avaliar a criança e ver se não há complicações que precisem de tratamento específico (ver abaixo), mas na maioria dos casos, irá prescrever um anti-histamínico para controlar a coceira e fazer a criança dormir um pouco melhor, um secativo para as vesículas e um anti-térmico para a febre. E muita paciência.

As complicações mais comuns da varicela são as infecções de pele, quando as vesículas se enchem de pus e a pele ao redor fica vermelha. Existem outras complicações, mais sérias, que devem ser tratadas em hospitais, por isso é importante a avaliação pediátrica.

Tá, mas a criança está bem, foi liberada para casa e...

.. vai ficar em casa, isolada do contato com outras crianças e pessoas que não tiveram catapora antes, por 10 dias ou até que todas as vesículas tenham secado. O vírus se propaga pelo ar e pelo contato com as feridas da pele e é altamente contagioso. O período de transmissão se inicia antes mesmo das primeiras vesículas aparecerem, então é sempre bom avisar a escola ou creche para que possam ficar de alerta para novos casos na classe da criança doente.
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