quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Enfim...

... os temas!

Não lembro 100% quais foram os temas que coloquei para escolha no ano passado, então vou listar os que eu acho mais interessantes. Continuo aceitando sugestões.

  1. Sobrepeso e obesidade infantil
  2. Hiperatividade (TDAH)
  3. Dor de cabeça
  4. Febre
  5. Resfriados, gripes e afins (incluindo a famigerada "sinusite atacada")
  6. Terminologias mitológicas da Pediatria ("começo de pneumonia", "sinusite atacada", "a vontade que dá febre e lombriga" e afins)

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Como funciona um consultório

Entra ano, sai ano, não importa onde eu trabalhe, as queixas sobre o atendimento são sempre as mesmas... demora no atendimento, por que não tem vaga para atender criança doente, o médico não atende o telefone... então nada melhor do que tentar explicar o motivo para tudo isso, de maneira clara e sem firulas! De mãe para mãe.

Um consultório, ambulatório ou centro de saúde (Unidade Básica de Saúde - UBS) foram feitos para as consultas de rotina das crianças e dos adultos. A estrutura dos horários é pensada para uma consulta com começo, meio, fim e continuidade (os retornos). Pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o ideal seria que cada consulta tivesse o mínimo de 40 minutos, porém, do jeito que anda o sistema de pagamento dos convênios e a cobrança dos usuários de qualquer serviço, isso se tornou inviável.

Atualmente, nas UBS de Campinas, o tempo de cada consulta de clínico ou pediatra é de 20 minutos. SIM, vinte minutos. Na boa? Mal dá tempo de abrir a porta, esperar a mãe pegar mamadeira, fechar bolsa, catar criança que está correndo do outro lado da sala de espera, entrar, cumprimentar, pedir pra sentar, perguntar o que está acontecendo com a criança, ouvir a história, direcionar outras perguntas para entender melhor o caso, examinar, pedir exames complementares, fazer receita, atestado, pedir o retorno, apertar a mão da mãe, falar tchau, abrir a porta de novo e ainda escrever no prontuário.

No consultório, o médico consegue controlar o seu tempo, então ele faz a sua própria agenda e sabe quanto tempo demora para atender cada tipo de consulta. A primeira sempre demora mais, o retorno é mais tranquilo, então dá para jogar com o horário, se o primeiro demorou mais, o segundo dá para ser mais rápido e por aí vai. Mas 40 minutos ainda é uma perspectiva distante da realidade.

Por isso, hoje muitos médicos não dão mais o número do telefone ou não aceitam encaixes de urgência. Como a estrutura de consultas é diferente e a demanda aumentou MUITO, o consultório fica lotado se formos contar as consultas agendadas e os encaixes. Aí vem a função do Pronto-Socorro (PS):

O PS é assim: você chega, faz a ficha, espera ser chamado por um médico que, na maioria das vezes você nunca viu na vida, é examinado, recebe a receita, o atestado se precisar e tchau. Provavelmente você nunca mais verá esse médico na vida, mas ele está lá para resolver o seu problema de agora. Ponto. Acabou. O que tumultua um PS é quando aparecem queixas ou histórias crônicas que deveriam estar num consultório.

Sem contar que, num PS, você não tem a pressão da hora marcada (terá a da recepção lotada, mas é outro tipo de pressão, hehehe), então o médico pode demorar o tempo que quiser. Dá pra atender até dez pacientes em uma hora ou dá para ficar uma hora com um paciente só, se o caso for complicado. E ainda tem a vantagem de ter um laboratório de análises clínicas e um RX à disposição para fazer exames que ficam prontos no mesmo dia.

Então, resumindo:

Consultório, ambulatório, UBS = atendimento agendado, de rotina, para acompanhamento da criança saudável e de problemas que ocorram em seu desenvolvimento.

Pronto-socorro, pronto-atendimento = atendimento de urgência, imediato e pontual. Para febres, quedas, fraturas, vômitos, etc, etc.

E eu juro que tudo isso não é por maldade. É para deixar tudo mais organizado para o melhor atendimento das pessoas.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Fim do horário de verão... de novo

Entra ano, sai ano e o horário de verão continua bagunçando a cabeça dos nossos filhotes. O ano passado foi a mesma coisa, agora toca a reorganizar a rotina dos bebês sem grandes traumas (para nós, claro).

Obviamente, Denise acordou às 5:30. Por quê? Oras, acordava pontualmente às 6:30... então nada mais lógico do que acordar na hora que o sol começou a aparecer na janela do quarto (grrrr). Melhor ainda se encontrar um miau fofo na cama (grrrrrr x2).

Isso ainda vai durar uma semana. Teremos uma bebê nervosa querendo dormir às 19:00 (e eu tentando segurar para dormir às 20:00 ou o mais perto disso) e querendo acordar às 5:30. A solução?

Primeiro, muita paciência. Segundo, trazer o horário de volta aos poucos, quinze minutos por dia, até reacostumar. Funcionou no ano passado e VAI funcionar neste ano (porfavorporfavorporfavor...).

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Crianças no restaurante

Bebês americanos ganham restaurante só para eles

Eu achei a coisa mais fofinha do mundo, mas já andei imaginando coisas parecidas quando fui em restaurantes com a Denise.

Vocês já viram os menus infantis? São horríveis! Basicamente são compostos de uma carne (geralmente hamburguer), batata frita e arroz ou macarrão. Não tem uma verdurinha, um leguminho, aí sobra pra mãe roubar os legumes de seu yakissoba pra dar pra criança*. Isso quando não saímos com bebês, tem que sair de casa com uma marmita, porque não dá para oferecer nada do cardápio para eles.

Para mim, faria muito sucesso um restaurante que tivesse uma seção de papinhas e comida para crianças pequenas no cardápio. Não é nada mais elaborado do que os pratos servidos na maioria dos restaurantes e nós, mães e pais, ficaríamos mais tranquilos e, as crianças, felizes por comerem algo diferente.

*A única exceção a isso é quando vou no Gendai. Peço um bentô kids de frango para a Denise, vem arroz branco com gergelim preto (ela adorou), pedacinhos de frango empanados (fritos, mas... o que fazer?) com molhinho tarê e legumes refogados! Acelga, cenoura, brócolis, moyashi, ela comeu tudo!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Dermatite o quê?

E continuando a série "casa de ferreiro, espeto de pau", ontem levei a Denise à dermatologista.

Desde que ela nasceu, eu já sabia que ela seria atópica (traduzindo do mediquês: alérgica). Mãe com rinite alérgica, avó asmática, pai com eczema e rinite, primo de primeiro grau com eczema, daria para esperar o quê dessa genética ótima?

Primeiro veio a tosse. Sequíssima. Cof cof cof a noite toda, toda noite. Troquei lençol mais vezes, toquei os gatos de dentro do quarto dela, tirei perfume e... nada. Só o Hixizine dá um alívio, então tenho estoque em casa. Aí, com o calor, melhorou a tosse e veio a...

... dermatite atópica. Graças a Deus, em padrão criança e não em padrão nenê.

Explicando: o padrão criança é semelhante ao adulto, desenvolve-se nas dobras cubitais e poplíteas (cotovelo e joelho), com áreas vermelhas, podendo até sangrar ou infeccionar, mas poupa o rosto. A pele sempre é seca. O padrão bebê pega o corpo todo, deixando-o vermelhinho e com áreas de descamação, com pele seca e muita coceira.

Aí, o que a mamãe aqui fez? Passei muito, muito creme hidratante (comecei pelo Johnson's Baby, passei pro Ureadin 3 e depois pro creme lanette), apelei pro corticóide em creme (Berlison - hidrocortisona 1%), deixei os banhos mais mornos e mais rápidos, troquei o sabonete pro de glicerina infantil e corri pro pediatra. Do pediatra, fui pra dermatologista.

Ela manteve a orientação dos banhos mornos e rápidos, deixou o Berlison caso necessário, mas mudou o sabonete (Fisiogel) e o creme hidratante (Cetaphil Advanced), mais adequados para atópicos. Agora veremos como fica em 4 semanas.

São casos assim que mostra por que precisamos do especialista, mas também do generalista. Algumas mães não entendem por que o pediatra insiste tanto em tratar sozinho para só depois encaminhar pro especialista. O motivo? Casos simples se resolvem com as medidas que tomei no início, não precisa de atenção especializada. Casos mais complicados, que não melhoram mesmo depois dos cuidados iniciais, precisam de outros profissionais que já podem partir de um ponto mais distante na história do que se acompanhados a partir do zero.

Claro, isso não quer dizer que é pra se auto-medicar antes de ir ao especialista. :)

Ah, para os que morrem de vergonha do show de suas crianças no médico: Denisinha chegou, olhou para a cara da dermatologista (que estava sem jaleco branco), gritou, esperneou, não queria deixá-la ver as perninhas, quase se atirou do meu colo quando mostrei a barriguinha dela e não deixou esticar o braço pra ver a dobrinha do cotovelo. Saiu alguma lágrima? NÃO.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

A fase do NÃO

Seu filho está perto dos 17 meses?

Seu filho aprendeu a balançar a cabeça?

Seu filho sabe falar "não"?

Parabéns, você está numa das fases mais irritantes da vida de um bebê: a fase do "não".

É "não" para tudo, parece que a única coisa que sabem falar é essa palavra. O pior é que não tem muita saída para isso... o mais recomendado para os pais é muita paciência e tentar fugir das perguntas que levem a respostas do tipo "sim" ou "não".

Dar alternativas, do tipo "quer mamar ou quer dormir" ou ensinar outros tipos de respostas costuma ajudar a criança a sair da fase do "não", que termina do mesmo jeito que começou: de repente. Também é importante que os pais diminuam a quantidade de "nãos" ditos no cotidiano, mudando a frase da bronca para já explicar o motivo do descontentamento.

E novamente, paciência, muita paciência :)

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Liquidação Código Verde

Anteontem recebi o aviso de que a liquidação Código Verde do Pq. D. Pedro iria começar, então convoquei minha mãe para ir lá durante a tarde, quando a Denise estaria na escola.

Bom... infelizmente a Alô Bebê não entrou na promoção como nos anos anteriores, somente uma fileira de roupas estava com preços mais baixos, mas definitivamente não valia a pena. Provavelmente não fui a única mãe a achar isso, porque a loja estava vazia.

Em compensação, a Salamê-Mingüê foi um achado. O preço de lá costuma ser exorbitante, mas a qualidade das peças acaba fazendo a gente comprar. Na promoção, faço a festa:


Lá, achei sapatos da Tip Toey Joey e da Babo Uabu por R$29,00. Sim, vinte e nove reais o par. E o melhor, em tamanho grande para poder usar no ano que vem. Ainda comprei uma calça capri por R$29,00 e um conjunto de saia com blusa de alcinha por R$39,00 para a Denise e dois bodys por R$15,00 cada para dar de presente.

Na Riachuelo, outra boa surpresa, embora não fossem todas as araras de roupa em promoção:


Camisetas de manga curta e de alcinha em kits de 2 unidades, cada um por R$19,90 (dá pra ver na etiqueta?). 

[EDIT] E vamos falar da Tip Top:

Pena que, no sábado (com direito a show da Denise berrando alucinadamente no meu colo porque queria sair correndo em direção à escada rolante), haviam poucas peças na promoção Código Verde. Consegui comprar 2 shorts jeans, um rosa e um azul, nos tamanhos 2T e 3T, por R$39,00 e um vestido de babados 2T por R$69,00. A linha básica não entrou na promoção, o que foi uma pena, porque o que a gente mais usa acaba sendo essa.

Ou seja, no geral, a liquidação deste ano acabou valendo a pena mesmo por causa da Salamê-Mingüê, onde achei várias peças boas por preços camaradas e todas fáceis de serem encontradas, não dava para confundir com a coleção nova. Nas outras, precisava fuçar MUITO ou até mesmo perguntar quais peças estavam em promoção.
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