quinta-feira, 31 de março de 2011

Twitter?

Sim, sim, estamos no passainho, quero dizer, no Twitter! Siga-nos no @mamiped!

quarta-feira, 30 de março de 2011

Tá difícil...

Mil desculpaaaaaaaas, mas acho que os temas não vão sair tão cedo do papel... o meu local de trabalho está um caos, a equipe tá o uó e eu não consigo parar para pensar no que escrever...

Enquanto isso, vou chupinhando coisas legais alheias, hohoho.

O blog Comer para Crescer fez um post excelente, sobre uma palestra do pediatra Jayme Murahovschi, falando sobre alimentação infantil. Não concordo 100% com algumas orientações (aliás, como não concordo 100% com nenhum livro texto que eu tenha, o legal é ir pegando as coisas boas de cada autor), mas posso dizer que, em casa, está dando certo.


Uma das orientações é deixar a criança comer sozinha, não importa se seja com talher ou com as mãos e que se dane a sujeira (não com essas palavras, claro)! Denisinha come sozinha desde os 18 meses (com ajuda esporádica) e foi a sensação do restaurante na semana passada, quando comeu fettucine (picado) com a colher e um filé de peito de frango grelhado com as mãos. Sem contar a hora que ela resolveu chupar a polpa dos tomatinhos uva.

Ah, essa foto é de janeiro... agora ela não quer mais o copo de transição com alcinha. Ela quer é o copo de adulto mesmo, então eu dou um de plástico transparente que parece vidro e ela fica feliz.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Quando tirar a fralda?

Conforme a criança cresce e o tamanho da fralda também, começa a angústia de tirar o bebê da fralda e levá-lo pro penico. O duro é que QUALQUER trauma nesta fase pode levar a sérios problemas no futuro, como retenção urinária e fecal, perda de fezes nas roupas, até pavor do banheiro.

Então, quando tirar???

O treinamento só pode começar quando a criança mostrar que está pronta para isso. O primeiro sinal é ficar incomodada com a fralda suja e avisar que fez cocô ou xixi (nem sempre a correlação palavra-ato estará correta). Mas isso também não significa que é hora de sair correndo pra comprar o penico, só significa que é hora dos pais se programarem para comprar um.

E vamos falar a verdade: existem penicos LINDOS, que tocam musiquinha, acendem luzinha e são caros, caros, caros. Pra função que se destina, o mais baratinho tá ótimo, desde que permita que a criança apoie totalmente os dois pés no chão e não caia do penico.

Com o penico em casa, é bom mostrá-lo pra criança e ensinar para que serve. Até o momento, a Denise acha que tem que fazer "xiiiiiiiiiii" com a boca quando senta nele, mas nada de xixi ou cocô no penico.

Depois, a criança passará a ter vergonha de fazer cocô no meio de todo mundo, então irá começar a se esconder no cantinho da sala. Se der tempo, o bom é pegar nessa hora e correr pro banheiro.

O ideal é não colocar no vaso do adulto, a menos que tenha um redutor de assento. O perigo do vaso grande sem redutor? É a criança cair no buraco... aí o treinamento vai ficar um pouco atrasado...

domingo, 20 de março de 2011

Aprendendo a falar cada vez mais

E agora temos que tomar muito cuidado, porque a mocinha está falando de tudo e repetindo tudo o que ouve...

"Obaaaaaa, shopping do passainho" - entrando no Pq. D. Pedro.

"Tchau, passainhoooooooo" - saindo do Pq. D. Pedro.

"Papai chato" - depois de uma bronca do pai.

"Ficá sentadinha" - depois de outra bronca do pai.

"Saco, saco" - depois da mãe surtar...

quarta-feira, 16 de março de 2011

Já que eu levantei a bola...

... nada mais justo que eu seja o exemplo. Dia 14/03 fui ao Hemocentro na Unicamp para fazer a minha doação de sangue semestral (só parei por causa da gravidez e no período pós-parto).

Tudo começa na procura da vaga para estacionar o carro, hehehe. Mas sempre tem um lugarzinho para parar, de preferência, PERTO do Hemocentro, porque sair andando no sol após a doação nunca é uma boa idéia.

Chegando no Hemocentro, é só se dirigir ao local da Doação de Sangue e pegar a senha. Nesse momento, é feito o seu cadastro no sistema, para permitir a sua localização em caso de alteração nos exames feitos no seu sangue. É solicitada a apresentação de um documento com foto, então não esqueça o RG. :) Nesse momento a atendente também pergunta se a doação será feita em nome de algum paciente, pois uma das captações de doadores é feita durante a internação de pacientes no HC.

Aí você senta, pega uma revista e espera para a pré-triagem. Lá, você sobe na balança, tem a temperatura e a pressão arterial medidas e leva uma picadinha no dedo para avaliação do hematócrito (para saber se você está com anemia, o que inviabiliza a doação). Pega o vale do lanche pré-doação e vai pra copa.

Na copa, você pega o lanchinho (maçã ou bolachinha e suco) e corre de volta pra sala de espera, porque dependendo do dia, você mal tomou o primeiro gole e já ouve o chamado da sua senha.

No segundo chamado, você vai para a entrevista, onde a entrevistadora irá verificar se você pode de fato doar sangue nesse dia. É muito importante ser SINCERO, pois disso depende a segurança do receptor.

Depois da entrevista, você assina o termo de responsabilidade e volta pra sala de espera para o terceiro chamado, que é a doação propriamente dita.

Não demora muito, geralmente eu fico conversando com os outros doadores ou com as técnicas que fazem a coleta, então logo sou liberada para o lanche pós-doação, na copa. Vem um sanduiche e um suco (mas você pode escolher achocolatado ou refrigerante) justamente para que você FIQUE pelo menos 15 minutos sentado na copa.

Após a doação, o recomendado é:
• Permaneça na copa por pelo menos 15 minutos;
• Aumente a ingestão de líquidos nas próximas 24 horas;
• Não fume por 2 horas antes e após a doação de sangue;
• Não tome bebidas alcoólicas por pelo menos 8 horas antes e 2 horas após a doação de sangue;
• No dia da doação você não deve carregar peso ou fazer força com o braço em que foi feita a doação, praticar esportes, fazer esforços físicos ou realizar atividades de risco (mergulhos, pilotar avião, alpinismo e outras); (difícil, minha filha pesa 11kg, hehehe)
• Não molhar o curativo por aproximadamente 4 horas; (Denise assustou com o curativo e ficou gritando "qué tirá, mamãe")
• Se após a saída do local de doação você apresentar alguma reação à doação e necessitar de atendimento médico, procure o nosso serviço (até as 15:00 horas) ou um Pronto Socorro mais próximo de você;
• Se tiver problemas como o aparecimento de mancha roxa, ou dor contínua no braço em que fez a doação, procure o nosso serviço ou atendimento médico em local próximo a você;


O que você NÃO pode fazer é como um amigo meu... foi doar sangue e voltou DE BICICLETA. Chegou todo ralado em casa, depois de passar mal e rolar barranco abaixo.

Sempre que faço a doação, chego em casa e tomo pelo menos 3 copos de água. Dá MUITA sede e é bom tomar líquidos para repor o sangue doado. São 500ml de sangue que fazem a diferença para muitas pessoas.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Força, leucócitos!

Recebi essa frase hoje no Twitter e, como boa curiosa e amante dos leucócitos, resolvi clicar no link da mensagem.

Acabei caindo num pedido de ajuda para doadores de sangue que morem na região metropolitana de São Paulo e possam doar sangue para repor os estoques usados por Ana Luiza, de 7 anos, que está se recuperando do transplante autólogo de medula óssea (usando células tronco da própria pessoa). Até que ocorra a "pega" do transplante e a auto-produção de células sanguíneas (principalmente plaquetas e leucócitos), Ana Luiza precisa ficar em ambiente seguro, livre de contaminações para que não pegue doenças oportunistas que coloquem sua vida em risco.

Sua mãe conta sua história no blog vidAnormal e é impossível não se comover com a história de Ana Luiza e sua luta contra o rabdomiossarcoma metastático, um dos tumores malignos mais agressivos da faixa etária pediátrica.

Nisso, aproveito para reforçar o pedido: doem sangue. Muitas pessoas são beneficiadas a partir de UMA doação. De uma bolsa de sangue podem sair vários hemocomponentes que ajudam várias pessoas.

A doação não afina o sangue, não engrossa, não oferece riscos de contaminação ao doador e o corpo se encarrega de repor o que foi tirado.

Na região de Campinas, você pode doar nos locais abaixo ou nos postos volantes do Hemocentro:

Posto Unicamp - Hemocentro 

Endereço: Rua Carlos Chagas, 480
Cidade Universitária "Zeferino Vaz"
Barão Geraldo - Campinas - SP
Telefones: (19) 3521-8705 (Segunda a Sábado)
                (19) 3521-8720 (Segunda-Feira a Sexta-feira)
Dias: Segunda-Feira a Sábado (Inclusive Feriados)
Horário: 7:30h - 15:00h

Posto PUCC II - Hospital Celso Pierro - 

Endereço: Av. John Boyd Dunlop, S/Nº
Jd. Ipaussurama - Campinas - SP
Telefones: (19) 3343-8423

                (19) 3343-8382

Dias: Segunda a Sexta-Feira
Horário: 8:00h - 14:00h


Posto Mário Gatti - Hospital Municipal Dr. Mário Gatti

Endereço: Av. Prefeito Maria Lima, 340
Pq. Itália - Campinas - SP

Telefones: (19) 3272-5501
                (19) 3772-5758

Dias: Segunda-Feira a Sábado
Horários: 8:00h - 14:00h (Segunda a Sexta-Feira)
              8:00h - 12:00h (Sábado)

Posto Sumaré - Hospital Estadual de Sumaré

Endereço: Av. da Amizade, 2400
Jd. Bela Vista - Sumaré - SP

Telefones: (19) 3883-8909
                (19) 3883-8900

Dias: Segunda a Sexta-Feira
Horário: 8:00h - 12:00h

Posto Boldrini- Centro Infantil Boldrini

Endereço: Av. Dr. Gabriel Porto, 1270
Cidade Universitária - Campinas - SP

Telefone: (19) 3787-5028
Dias: Segunda a Sexta-Feira
Horário: 8:00h - 12:00h

Posto Piracicaba- Hemonúcleo

Endereço: Av. Independência, 953.
Alto (na Santa Casa) - Piracicaba - SP

Telefone: (19) 3422-2019
Dias: Segunda a Sexta-Feira
Horário: 07h30 - 13h30

quarta-feira, 9 de março de 2011

Mamãe, minhas pernas doem

A "dor de crescimento" é uma entidade que eu considero "complexa", porque não há embasamento teórico para relacioná-la ao processo de crescimento, mas aflige crianças nas idades de estirão (6-13 anos).

Porém, a "dor de crescimento" é um diagnóstico de exclusão, ou seja, só pode ser dado depois de serem excluídas OUTRAS causas de dor em membros em crianças. Não dá para falar que é "dor de crescimento" sem investigar outras causas:

1- Um bom exame físico, detalhado, procurando por alterações na mobilidade das articulações, inchaços e diferenças no comprimento dos membros.
2- Exames radiológicos, de urina, hemograma completo e velocidade de hemossedimentação (VHS): procurar e excluir outras doenças.
3- E o fundamental: uma EXCELENTE história clínica, que depende do médico saber fazer as perguntas certas e a mãe conseguir explicar o que a criança sente objetivamente.

O tratamento é baseado nos sintomas: analgésicos, compressas quentes, massagens. Lembrando sempre que anti-inflamatórios não-esteroidais (AINEs) são CONTRA-INDICADOS para crianças abaixo de 14 anos, a não ser se prescritos por profissional experiente no uso deles.

[EDIT 10/03/11] Nada melhor do que a palavra de uma reumatologista pediátrica para ajudar nessas dores...

Vanessa disse: Oi, Paola, adoro seu blog, mas como reumatologista pediátrica tenho que discordar dessa parte do FAN e FATOR REUMATÓIDE... Esses dois exames, juntamente com o "tal" do ASLO, NUNCA devem ser solicitados nos casos de dores em membros, a não ser que o paciente apresente artrite (edema, calor, rubor) crônica ou suspeita de doença reumática (febre prolongada, rash, aumento de provas inflamatórias, etc)... No link a seguir está um ótimo texto sobre dor em membros! http://www.spsp.org.br/spsp_2008/materias.asp?id_pagina=243&Sub_Secao=121 Beijos, Vanessa

Então já alterei o post e aproveito para colar o comentário da Vanessa. Obrigada! 

segunda-feira, 7 de março de 2011

Bo-uo!

É desse jeito que sou recebida sempre que entro na sala com alguma coisa no prato, porque a nenê acha que sempre trago bolo.

E como hoje o tempo está friozinho, não tem creche e mamãe não trabalha, resolvi bater um bolo para todos.

Vantagens desta receita:
  1. Não leva leite, então para mim é muito melhor, porque não preciso abrir uma caixa de leite só pra bater esse bolo (eu não tomo leite de vaca com frequência e a Denise toma Ninho)
  2. É fácil
  3. Não suja muita coisa
  4. Tem FRUTA! É um gostoso bolo de maçã.
E leva:
  • 4 ovos
  • 3 maçãs
  • 2 xícaras e meia de farinha de trigo
  • 1 xícara e meia de açúcar
  • 1 xícara de óleo
  • 1 colher de sopa de fermento em pó
Eu misturo tudo numa tigela (fica mais fácil se misturar os ovos com o açúcar, depois colocar o óleo e a farinha aos poucos), com as maçãs picadas com casca. Coloque o fermento por último e despeje a massa numa forma redonda com furo no meio, untada e enfarinhada e leve ao forno até o palito sair seco.

A receita original é da Revista Minuto e tinha mais coisas, como uvas passas sem semente, nozes, açúcar com canela por cima... mas como quero praticidade e agora a Denise também ataca o bolo, optei por simplificá-lo.

sábado, 5 de março de 2011

O-ftal-mo-lo-gis-ta

O médico dessa especialidade de nome bem comprido trata de coisas um tanto menores: os olhos e os componentes da boa visão. Como são coisas muito delicadas, recomenda-se muita atenção e cuidado desde pequeno, como citei num post anterior:

Dependendo do histórico familiar, a partir do momento que a criança compreende comandos, pode ser feita a primeira visita ao oftalmologista, para o teste de acuidade visual. Se a criança for filhote de toupeira, como a Denise (mãe e pai míopes), a visita deverá ser adiantada a critério do médico. No caso, a Denise já foi avaliada pelo oftalmologista da família, porque a levei no dia da minha consulta e ele aproveitou a ida da nenê. Claro, quando ficar maior, voltará para a cadeira do oftalmo.


Traduzindo em idade, geralmente recomenda-se o primeiro teste de acuidade visual com 3 anos, quando a criança já entende (mais ou menos) o que deve fazer. Caso ambos os pais tenham desvio de refração grave ou outra doença ocular, isso pode ser adiantado para os 2 anos, neste caso recomendo fortemente a consulta com um oftalmopediatra, que terá mais prática em atender uma criança que se recusa a parar na cadeira.
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