terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Maternal

Agora as coisas mudaram para a mocinha. O uso do uniforme tornou-se obrigatório e ela ganhou uma mochila de rodinhas, toda cor-de-rosa, do jeito que queria.

Então ela resolveu também mudar algumas coisas por conta própria: não aceita mais colo das monitoras quando chega na escola, ela entra sozinha puxando a mochila. Na saída, também recusa colo, quer ir andando até o carro e quer subir sozinha na cadeirinha.

Mas o que derreteu a mãe mesmo foi quando perguntei por que o amiguinho dela estava chorando na hora da saída.

"Porque esta (apontou pra mim) é a mamãe da Denise, não mamãe dele."

Ou seja, ele queria ir embora...

Andador - a polêmica

O.O

 Eu já comentei uma vez e a minha opinião nunca mudou: sou radicalmente CONTRA o uso de andador (aquele modelo com uma "fraldinha", que serve pra criança ficar sentada). Dentre os vários motivos, o principal para mim é o fato de ser um potencial causador de acidentes. Porém... não adianta a gente falar, tem mãe que acha que pediatra é doido ou que a gente não sabe nada porque não tem filhos (ahá! Agora eu tenho!)...

Então, com a palavra, a Sociedade Brasileira de Pediatria:

Andador: perigoso e desnecessário

Departamento de Segurança da Sociedade Brasileira de Pediatria

No dia 7 de abril de 2007, o Governo do Canadá proibiu a comercialização de andadores para bebês em todo o país, determinando a total proibição de sua venda, revenda, propaganda e importação. Considerou também ilegal vender andadores em vendas de garagem, mercados de pulgas e no comércio ambulante. Recomendou ainda às pessoas que destruíssem e descartassem todos os andadores.

Tal fato reacendeu uma velha controvérsia entre pediatras e pais: o andador é, afinal, uma inocente fonte de prazer e liberdade para os bebês ou uma arma travestida de produto infantil por meio da qual infligimos traumatismos físicos às inocentes criaturinhas?

A verdade é que o andador continua a ser muito popular e, contra as recomendações usuais dos pediatras, é utilizado por cerca de 60 a 90% dos lactentes entre seis e quinze meses de idade. Os motivos alegados pelos pais para colocarem seus bebês em andadores incluem: eles dão mais segurança às crianças (evitando quedas), independência (pela maior mobilidade), promovem o desenvolvimento (auxiliando no treinamento da marcha), o exercício físico (também pela maior
mobilidade), deixam os bebês extremamente faceiros e, sobretudo, mais fáceis de cuidar.

Entretanto, nos últimos tempos a literatura científica tem colocado por terra todas estas teses. A idéia de que o andador é seguro é a mais errada delas. Há poucos meses, uma pesquisadora sueca, Ingrid Emanuelson publicou uma análise dos casos de traumatismo craniano moderado em crianças menores de quatro anos, que considerou o andador o produto infantil mais perigoso, seguido por equipamentos de playground. 

De fato, ao longo de mais de trinta anos, as revistas médicas têm chamado a atenção para o grande risco do andador, que anualmente causa cerca de dez atendimentos nos serviços de emergência para cada mil crianças com menos de um ano de idade. Isto corresponde a pelo menos um caso de traumatismo para cada duas a três crianças que utilizam o andador. Um terço dessas lesões são graves, geralmente fraturas ou traumas cranianos, necessitando hospitalização. 

Algumas crianças sofrem queimaduras, intoxicações e afogamentos relacionados diretamente com o uso do andador, mas a grande maioria sofre quedas; dos casos mais graves, cerca de 80% são de quedas de escadas. Nos Estados Unidos, num período de 25 anos, foram registradas 34 mortes  causadas por andadores, um número nada desprezível.

É verdade que o andador confere independência à criança. Contudo, todos os especialistas em segurança infantil justamente insistem que um dos maiores fatores de risco para injúrias físicas é dar independência demais numa fase em que a criança ainda não tem a mínima noção de perigo. É consenso que a capacidade de autoproteção só é adquirida a partir dos cinco anos de idade. Colocar um bebê de menos de um ano num verdadeiro veículo que pode atingir a velocidade de até 1 m/s equivale a entregar a chave do carro a um guri de dez anos. Crianças até a idade escolar exigem total proteção.

O andador atrasa o desenvolvimento psicomotor da criança, ainda que não muito. Bebês que utilizam andadores levam mais tempo para ficar de pé e caminhar sem apoio. Além disso, engatinham menos e têm escores inferiores nos testes de desenvolvimento. O exercício físico é muito prejudicado pelo uso do andador, pois, embora ele confira mais mobilidade e velocidade, a criança precisa despender menos energia com ele do que tentando alcançar o que lhe interessa com seus próprios braços e pernas.

Por fim, trata-se de uma grande falácia dizer que a satisfação e o sorriso de um bebê valem qualquer risco. Defendendo esta idéia, um pai chegou a sugerir que se os pediatras conseguirem que os andadores sejam proibidos, como aconteceu no Canadá, a seguir vão querer proibir patins, skates e bicicletas, terminando com a alegria da criançada.

Evidentemente, uma coisa não tem nada a ver com a outra. Bicicletas, skates e patins são brinquedos para crianças mais maduras, que já têm condições de aprender as noções de segurança e responsabilidade e, por isso, podem se arrojar em atividades com maior risco. Ainda assim, é sempre importante lembrar que os devidos equipamentos de segurança, como capacete de ciclista, cotoveleiras e joelheiras, precisam ser sempre usados. Um bebê de um ano fica radiante com muito menos do que isso: basta sentar na sua frente, fazer caretas para ele e lhe contar histórias ou jogar uma bola. Dizer que o andador torna uma criança mais fácil de cuidar revela preguiça, desinteresse ou falta de disponibilidade do cuidador. Por outro lado, caso um adulto realmente não tenha condições de ficar o tempo todo ao lado de um bebê pequeno, é mais seguro colocá-lo num cercado com brinquedos do que num andador. 

Vários estudos já mostraram que cerca de 70% das crianças que sofreram traumatismos com andadores estavam sob a supervisão de um adulto. Ou seja, nem todo mundo reage a tempo de conter um diabinho que dispara pela sala a 1 m/s. A supervisão constante da criança constitui a chamada  proteção ativa, que costuma ser muito falha. O melhor é cercá-la de um ambiente protetor, com dispositivos de segurança, como grades ou redes nas janelas; estas são medidas de proteção passiva,
muito mais efetiva. O andador definitivamente não se enquadra neste esquema.
Enfim, sabe-se que existe hoje em dia um movimento muito intenso na Europa e nos Estados Unidos no sentido de que legislações semelhantes à canadense sejam aprovadas e postas em prática, uma vez que todas as estratégias educativas têm falhado na prevenção dos traumatismos por andadores.

Enquanto este progresso não chega ao Brasil, continuamos contando com o bom senso dos pais, no sentido de não expor os bebês a um produto perigoso e absolutamente desnecessário.

Para os interessados em informações mais detalhadas sobre o assunto:
· American Academy of Pediatrics. Committee on Injury and Poison Prevention. Injuries associated with infant walkers. Pediatrics. 2001;108:790-2. http://pediatrics.aappublications.org/cgi/content/full/108/3/790.· Taylor B. Babywalkers. BMJ. 2002;325:612. http://bmj.bmjjournals.com/cgi/content/full/325/7365/612.
· Health Canada. Baby Walkers (Banned) & Stationary Activity Centres. http://www.hc-sc.gc.ca/cps-spc/child-enfant/equip/walk-marche-eng.php

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Calendário de vacinação 2012 (SUS!)

Saiu na mídia, está nas redes sociais, é minha obrigação informar...

O Ministério da Saúde anunciou a chegada da vacina Salk (poliomielite inativada injetável) e da pentavalente no SUS. Com isso, o calendário de vacinação mudou, mas antes de correr pros Centros de Saúde, é importante notar que:

1) A pentavalente do SUS não é a mesma pentavalente das clínicas. Pelo que anunciaram, a do SUS terá difteria-tétano-coqueluche + hemófilo B + HEPATITE B. A das clínicas tem difteria-tétano-coqueluche + hemófilo B +SALK. A vacina contra hepatite B, nas clínicas particulares, entra na hexavalente.

2) O esquema de vacinação contra poliomielite, nas clínicas é Salk - Salk - Salk (penta - penta - hexa). No SUS, será Salk - Salk - SABIN (gotinha), com o uso da Sabin nas campanhas nacionais de vacinação.

Confiram o calendário novo com o antigo para comparação em http://portalsaude.saude.gov.br/portalsaude/arquivos/pdf/2012/Jan/18/calendario_180112.pdf 

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Coisas legais que andei usando por aí

Durante as férias na casa da vovó (e a saga do sapinho), tive que sair atrás de algo para esterilizar a mamadeira da fofucha e eis que achei os saquinhos esterilizadores da Dr. Brown's.

Gostei muito, são práticas e fáceis de usar. Cada saquinho pode ser usado 20 vezes no micro-ondas e fica tudo muito, mas muito quente e limpinho. Excelente para ser usado em viagens. :)




Outra coisa muito boa foi a loção anti-mosquito da Johnson's Baby. Como sabem, a mocinha tem dermatite atópica, então não posso passar qualquer coisa naquela pele de papiro. Este foi o único repelente que não destruiu as dobrinhas cuti-cuti dela. Coloquei num frasco com válvula spray e mandei ver (aliás, dona Johnson & Johnson, bem que podia fazer uma embalagem dela em spray, né? Facilita a vida das mamães).


segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Ah. Meu. Deus.

Ninguém nunca disse que a vida de mãe é fácil.

Nessas férias, a mocinha ficou impossível. Voltou da viagem manhosa, chorona, medrosa e, pior de tudo, RESPONDONA.

Aí vai a mãe tentar dar um jeito na situação:

- Aqui tá todo mundo fazendo as suas vontades, mas em casa a dança corre conforme a minha música. ENTENDEU?
- ... não. - com aquele olhar de Gato de Botas.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Reveillon com chuva

O primeiro dia do ano com chuva é meio complicado aqui em casa, porque a mocinha fica entediada facilmente e logo começa a fazer manha na sala.

Então resolvi fazer alguma atividade com ela: massinha de modelar. Eu fazia muito disso quando era criança e me garantia boas horas de diversão.

O que eu não contava era que ela iria CHORAR ao ver a massa e, depois, brincar de arremessá-la pela sala. ¬¬ Mas até que ela começou a se divertir depois, fazendo bolinhas e cortando, afinal, não posso pedir muito mais do que isso nessa idade.

Receita da massinha:

- 1 xícara de chá de farinha de trigo
- 1 xícara de chá de sal
- água até dar liga
- gotas de óleo até a massa não grudar mais nos dedos

Dá para usar anilina ou corante comestível para tingir a massinha. Guarde em pote tampado senão resseca.
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