quarta-feira, 23 de maio de 2012

Por que pediatras não gostam... (parte IV)

... de quando as mamães resolvem dar leite de vaca (de caixinha, em pó, Ninho e afins) para os bebês antes do primeiro aniversário?

O leite de vaca integral (ou LVI) é um leite muito bom para filhotes... de vaca. Nós, mamíferos, produzimos leite espécie-específico, ou seja, o leite da vaca é bom pro bezerro, o leite da cabra é bom pro cabritinho e o leite humano da mamãe é bom para o nosso bebê fofinho e cheio de dobrinhas. 

Para começar, a composição nutricional dos dois leites é diferente. Claro, tem cálcio, tem proteínas, tem água, sais, vitaminas, mas a proporção deles não é igual e cada espécie é preparada para digerir adequadamente uma certa quantidade desses nutrientes. Por exemplo, o leite de vaca possui maior quantidade de sódio do que o leite humano, sendo que os rins do bebê não são preparados para dar conta dessa sobrecarga de sódio (que é um dos motivos para as papinhas terem pouco sal). Outra coisa que é diferente é a quantidade de caseína (o que "talha" o leite), muito maior no leite de vaca, fazendo com que seja de digestão mais difícil. A vitamina C e o ferro também são pouco absorvidos quando a criança recebe leite de vaca.

Além disso, 1 em cada 20 bebês possui Alergia a Proteína do Leite de Vaca (APLV), que é diferente de intolerância a lactose. Na APLV, o bebê não pode ingerir leite e derivados, pois eles causam reações imunológicas que podem levar à desnutrição, diarréia crônica, edema de glote, urticária e várias outras manifestações. O diagnóstico é clínico, poucos exames podem ser feitos em crianças pequenas e nenhum deles fecha diagnóstico sem uma boa história e um bom exame físico feito pelo pediatra ou pelo especialista.
Por isso, se a amamentação ao seio não puder ser realizada, não introduzam nenhum alimento sem a orientação do pediatra. Existem fórmulas infantis no mercado próprias para cada caso e todo pediatra é habilitado e terá a maior boa vontade em orientar seu uso.


terça-feira, 22 de maio de 2012

Estamos crescendo...

http://cadernorosa.wordpress.com/2010/07/10/saber-amar/
Conforme as crianças crescem, crescem também as angústias das mães. Quantas vezes nos pegamos pensando se seremos capazes de compreender e de aceitar todas as mudanças das nossas crianças, enquanto se desenvolvem e se transformam em adultos (podia demorar um pouquinho mais, talvez)?

Nessa onda, vem a mídia e a super-exposição das nossas crianças a temas que, nas gerações anteriores, ou era tabu ou pouco se falava. Justamente por causa disso, muitas mães e pais se arrepiam quando ouvem a palavra "sexualidade" ou quando alguém menciona que é necessário "trabalhar e entender a sexualidade das crianças".

E é antes que alguém comece a jogar pedras aqui, que é melhor explicar direito do que estou falando: "desenvolver" a sexualidade não se trata de sexualizar a infância, mas de compreender as mudanças nas crianças. É perceber que nossos filhos começam a entender que meninos são diferentes de meninas; que cada um tem o seu jeito de se enfeitar, de tentar chamar a atenção do outro; que cada um tem seu jeito de demonstrar afeto e que isso começa com o exemplo dentro de casa; e, para o horror dos pais, que a descoberta dos genitais faz uma "cosquinha"...

O fundamental para passarmos por tudo isso sem traumas é agir com naturalidade. Crianças criadas em ambiente saudável não têm malícia, isso vem da cabeça do adulto. A erotização precoce ocorre quando a criança é exposta a cenas e a situações que não são comuns ao universo infantil, portanto, quando acontece, tem dedo de adulto na história.

Foi pensando assim que fiquei pensando no que aconteceu ontem. Sem eu saber, provoquei uma grande crise no meu filhote, pois ela, tentando imitar o papai e a mamãe, queria me dar um beijo na boca, porque ela era a minha namorada. Então disse que criança não podia ser namorada (na verdade, eu queria dizer que eu já tinha namorado, que era o papai, mas me expressei mal...) e ela caiu no choro. Soluçou, chorou, gritou, não conseguia parar de chorar. Só depois de acalmá-la, o pai me contou que ela tinha um "príncipe" na escolinha (de 2 anos), que andava de mãos dadas e dava beijinhos na bochecha. Acho que ela entendeu que eu estava brava por causa disso...

sábado, 12 de maio de 2012

Ainda estamos por aqui!

O blog continua, mamães, estamos meio parados porque temos uma casa em andamento, uma mocinha crescendo e exigindo cada vez mais atenção e uma mamãe trabalhando muito longe de casa. Mas em breve voltaremos à programação normal.
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