sexta-feira, 30 de agosto de 2013

É febre??


Hoje, no grupo de discussão das Mães Amigas, rolou uma conversa mais acalorada sobre um bebê pequeno com febre. Não vou entrar em detalhes, mas serviu para me lembrar de uma coisa muito importante e que eu costumo sempre falar para as mães durante a primeira consulta de seus bebês (onde trabalho, essas consultas são mais longas, com duração de 40 minutos):

Afinal, o que é febre?

Parece besteira, né? Oras, todo mundo sabe o que é febre. Só que, ao conversar com amigas, mães de pacientes, avós, tias, o que percebi é que não, nem todo mundo sabe o que é febre. Por isso existem tantas reclamações de que o "pediatra não faz nada com essa febre".

Primeiro, a febre em si não é uma doença. Ela é sinal de que algo está fazendo mal para o organismo e que esse "algo" está sendo duramente combatido pelo nosso sistema imunológico. Quando temos febre, há o aumento de varias reações imunológicas e a migração mais acelerada de vários tipos de células brancas (os leucócitos) para o local da infecção. Por isso não é recomendado o uso de antiinflamatórios em crianças abaixo de 14 anos em casos de febre, indiscriminadamente.

Claro que também não vamos deixar a criança febril, pois dá dor no corpo, fica jururu, molinha... então podemos usar os antitérmicos ou antipiréticos nas doses recomendadas pelo pediatra.

E como a febre não é uma doença, mas um sinal dela, precisamos dar um tempo para que hajam outros sinais que possibilitem o reconhecimento da doença, EXCETO QUANDO A CRIANÇA TEM MENOS DE 28 DIAS DE IDADE, pois como o sistema imunológico dos neonatos é muito imaturo, qualquer, repito, QUALQUER febre pode ser sinal de uma doença muito séria, como meningite, e   mesmo uma infecção urinária pode levar um RN para a UTI por infecção generalizada. Outro momento em que não se deve esperar, mesmo em crianças grandes, é quando mesmo depois da febre ter abaixado com o uso de remédios, a criança continuar muito quieta, largadinha ou vomitando sem parar.

Segundo, febre é definida quando a temperatura axilar está igual ou maior do que 37,8ºC. Antes disso, a temperatura está NORMAL. E, por mais que você confie na sua mão, o ideal é MEDIR a temperatura com o termômetro.

Terceiro, tenha calma. Se tiver dúvida, entre em contato com o pediatra da criança ou leve-a ao pronto-socorro mais próximo para avaliação. Lembre-se que nada é mais desesperador para uma criança do que ver sua mãe chorando.


quinta-feira, 29 de agosto de 2013

28 semanas e só engordando

O papel de parede do quarto da Fofinha
Dei uma sumida e o principal motivo disso é que, embora o repouso continue, ele já não precisa ser tãaaaaaao absoluto como antes. Estamos há 3 semanas sem sangramento (de nenhum tipo) e, depois da consulta de ontem, fui liberada para me locomover dentro de casa (mas sem ficar no sobe-e-desce de escadas) e até para dar uma volta no shopping (de scooter ou cadeira de rodas).

Enquanto isso, os preparativos continuam a todo vapor. O quarto da Fofinha já está pintado, com papel de parede, berço montado e armário consertado, o quarto da Fofa já ganhou sua escrivaninha e o meu agora tem uma MEGA estante para que eu possa enfim guardar as minhas bolsas de trabalho e os trocentos livros que se acumulam em pilhas no escritório. 

Agora que o armário está no quarto certo (antes estava no quarto da Fofa), vamos começar a lavar as roupas e arrumar o que já foi comprado. Mês que vem vou encomendar algumas fraldas de pano para ver como são e decidir se realmente iremos usá-las, mas preciso ter um pequeno estoque de fraldas RN descartáveis para levar na maternidade e para os primeiros dias.

Na consulta do mês que vem definiremos A DATA da cesária (porque até agora, a placenta continua láaaaa embaixo). 

E acho que logo também chegaremos em 100.000 visitantes! Teremos surpresa pros/as seguidores! 

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

A fuga 2

Por mais que eu tenha ajuda em casa e seja muito grata a isso, existem coisas que só a gente pode fazer... como comprar lingerie pra gestante. Ainda mais porque a loja onde costumo comprar não faz troca de calcinha, então eu tinha que sair para poder ver e escolher.

O shopping escolhido, pela proximidade de casa, foi o Parque D. Pedro. Pesou também na escolha o fato do local de empréstimo de scooter ser bem próximo a uma das entradas e o fato de NÃO ter escadas na área das lojas. Pena que, quando chegamos, todas (sim, TODAS) as scooters estavam recarregando as baterias. Ainda bem que tenho um marido atencioso e prestativo, porque fomos de cadeira de rodas mesmo.

Felizmente, os únicos problemas que tivemos foram com as manobras radicais (nem sempre ele se lembrava que os meus pés chegavam antes de mim nos obstáculos), todos os funcionários das lojas que fomos foram simpáticos e prestativos e o horário que fomos ajudou bastante, porque estava quase vazio. A única parte "desagradável" foi na chegada na Le Biscuit, quando duas mulheres acompanhadas de uma criança me viram na cadeira, viraram de costas, fingiram que não me viram e BLOQUEARAM um dos corredores entre as gôndolas. Não foi um problema porque a loja estava vazia, então foi só manobrar a cadeira e ir para outro corredor, mas deu pra notar que elas pararam de andar assim que me viram chegando e ficaram uma do lado da outra, fechando a passagem. Coisa feia de se ensinar pra criança...

Saldo de hoje: lembrancinhas da Fofa terminadas, saquinhos de celofane pra embalar os presentes do dia dos professores comprados, gaveta de lingerie atualizada, muitos livros legais para ler, barriguda alimentada, feliz e cansada.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

A fuga

Depois de escrever o último post, mandei um email para a minha GO e ela me autorizou a dar umas escapadinhas de vez em quando. Sem dirigir, óbvio, mas poderia mudar um pouco de ambiente.

A Fofa amou. Quis tomar banho pra ficar bonita pro almoço, colocou um vestido do jeito que queria e ate escolheu o restaurante (com área kids, que não sou nem besta). Brincou, comeu, cantou, tomou sorvete de sobremesa e voltou no táxi agarrada na vovó e na mamãe. A noite, capotou na cama. E eu também.

O difícil foi que, como estive mais deitada do que sentada nas últimas semanas, não me acostumei com o tamanho da barriga, então fico com falta de ar (por pura falta de espaço) se fico sentada sem inclinação nas costas por muito tempo. Mas acho que podendo ficar mais em pé ou andando um pouquinho, isso vai melhorar.

sábado, 17 de agosto de 2013

Quero sair!!!!

Eu sempre me considerei uma pessoa razoável (hein?) e, depois do nascimento da Fofa, me tornei muito tolerante com vários pedidos das mães em consideração ao tratamento de seus filhos. Deu mamadeira porque não conseguia mais dormir de tanto que o bebê chorava? Tudo bem (só não coloque leite de caixinha dentro dessa mamadeira!)... A vovó deu chá de camomila por causa das cólicas? Tudo bem, mas não de adoçado, muito menos com mel (claro que explicava que a coitada da camomila não ia fazer lhufas nessa cólica e que não era pra dar de novo)... a única frase que eu ainda não posso ouvir é "não trouxe antes na consulta porque estava trabalhando e agora sobrou um tempinho pra cuidar dela/dele".

E por que me lembrei disso hoje? 

Porque quando estava na faculdade, no estágio da obstetrícia, havia uma gestante em situação pior do que a minha. No caso dela, o colo do útero não estava fechado o suficiente para segurar a criança, então não podia levantar nem para ir ao banheiro e a cama tinha que necessariamente ficar em decúbito de Trendelemburg (o famoso "pé pra cima"). A cerclagem (pontos que são dados para fechar o colo) havia falhado e o risco de parto prematuro era imenso. Ou seja, não podia nem ir para casa, tinha que ficar internada até o fim da gravidez. Só que ela já tinha 2 filhos pequenos. E ERA A ÉPOCA DA PÁSCOA! E o marido era caminhoneiro, ou seja, se fosse pra casa, ficaria sozinha com as crianças e a casa pra cuidar! Não dava para ser razoável nessa situação, ela tinha que ficar no hospital e só chorava e fazia seu crochê. Até tentamos "contrabandear" as crianças para dentro do quarto (ah, se soubessem o que já fizemos por causa dos pacientes...), mas nada adiantava, ela queria SAIR DAQUELE QUARTO E IR PARA CASA.

E hoje foi a minha vez de chorar a "alforria". Não quero fazer trilha, nem dirigir (até porque a minha carteira  venceu nesse período de repouso), só quero poder pegar um sol no quintal e sair pra comer fora em um desses lugares novos e legais que abriram enquanto eu estava de molho (Tico Tico no Fubá e Café Famille). Claro, também quero poder ir na festa de aniversário da Fofa... 

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Os pontos do cartão

Se tem uma coisa que eu uso bastante são os pontos do cartão de credito. É, aqueles que muitos usam para juntar milhagem pra viagens aéreas, só que eu nunca junto o suficiente para tirar uma passagem (e vamos falar a verdade, os horários que aparecem são pavorosos pra viagem com criança pequena) a tempo, os meus pontos vencem antes disso, então tiro em produtos mesmo.

Até agora nunca me arrependi. Já resgatei torradeira, sanduicheira grill, sabonete da Natura, brinquedo pra Fofa... e agora, que os meus pontos do Multiplus estavam vencendo, descobri que a loja Ponto Frio do Multiplus Fidelidade aceita resgate até pra fralda! E como não estou fazendo estoque de fralda (porque vou usar de pano), mas não sou doida de leva-las pra maternidade, aproveitei para resgatar um pacote de Pampers RN, uma toalha de banho pra bebê e um DVD da Moranguinho pra Fofa. Pelo menos não são pontos perdidos. :)

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

26 semanas e a dor no lombinho

Hoje completamos 26 semanas de gestação (6 meses e meio), dia de ir até a UBS para tomar a primeira das duas doses de betametasona injetável. 

Por que a betametasona? Porque como há um risco aumentado de parto prematuro em gestantes com placenta prévia (aquele cenário: mãe está sangrando absurdamente, bebê já tem condições de viabilidade, vai pra cesaria de urgência pra salvar os dois), o melhor é já tomar o corticoide para induzir a maturidade pulmonar fetal. Não quer dizer que "oh, tomei corticoide, então o meu bebê não vai ter nenhum problema se nascer prematuro", mas as chances do RN ter dificuldades respiratórias irão diminuir consideravelmente. A recomendação atual é a aplicação de 2 doses de betametasona, separadas por 24 horas, no período entre a 24a e a 34a semana de gestação, caso haja um risco aumentado de parto prematuro.

Claro que aqui torcemos para que não haja mais nenhuma surpresa e que a Fofinha nasça só depois da 37a semana. ;)

Mas como seguro morreu de velho, já tomei as duas primeiras ampolas no lombinho. Amanhã tem mais.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Caindo do cavalo

Como estou ainda no modo "chá de cama", dependo de terceiros para tocar a minha casa e as coisas da minha família. E isso inclui o aniversário da Fofa e as lembrancinhas de maternidade da Fofinha.

Então, no fim do mês passado, já encomendei as lembrancinhas do aniversário, as de maternidade e a placa da porta. Tudo pela internet. As coisas da Fofinha foram encomendadas de sites que eu não havia comprado antes, mas se desse chabu daria tempo de pesquisar e comprar outras coisas (afinal, nasce em novembro); já as lembrancinhas da Fofa decidi comprar do mesmo fornecedor que fez os squeezes personalizados do aniversário de 1 ano, pois o tempo aqui era mais curto.

Adivinhem QUAL não chegou até agora (falta 1 mês pra festa) e qual não responde os meus emails e não atende o telefone?

Pois é... a placa chegou há 1 semana (feita pela CKA presentes, intermediado pelo site Elo7), isso porque o tamanho era especial e a placa teve que ser encomendada do fabricante, as lembrancinhas de maternidade estão a caminho (feitas pela Baby.art.br), já estou até com o código de rastreio dos Correios.

O resultado é que acabei de comprar alguns artigos as pressas para conseguir montar as sacolinhas surpresa a tempo e ainda vou precisar de ajuda da minha mãe para comprar as porcarias guloseimas pra rechear tudo. Não dá mais tempo de encomendar nada personalizado porque o prazo mínimo de quase todos os sites é 20 dias + transporte, que mesmo por SEDEX, não daria tempo.

Daqui a pouco vou tentar ligar de novo. Ai que raiva.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Só comendo e só crescendo

Para ter uma idéia de quanto tempo já estou de repouso trancada nesta casa (bom, só no quarto já foram 3 semanas), passei do status "gravidinha" para "barriguda". Minhas camisetas não servem mais (até entram, mas fica aquele dedo de barriga pra fora), só tenho calças pra usar porque fui surtada e comprei 4 enquanto nem barriga tinha (3 na Riachuelo e 1 caríssima, mas boa pra trabalhar, na Pra Mamãe), pijama, só 3 me servem e não é raro o dia em que afano as camisetas G do marido. A Fofa acha a barriga da mamãe linda e dá beijinho na irmazinha todo dia antes de dormir.

Lógico, para a barriga crescer assim, eu tenho que estar COMENDO a altura. :) Marido traz todas as refeições pra mim no quarto (moro em sobrado...), o café da manhã até que é modesto, mas os PFs do almoço e da janta são dignos de nota. Até achei que era exagero, mas eu como tudinho, com direito a sobremesa. E a Fofinha adora, porque TRÊS HORAS DEPOIS de cada grande prato, ela pula enquanto a minha barriga faz "GRAUUUUUUU" pedindo mais comida. Ainda assim, o comprimido polivitaminico sagrado desce todo dia pela goela.

O bom de tudo é que realmente parece que vai tudo pro bebê. Continuo com a mesma cara, o mesmo corpo, só a barriga (e o peito) que cresce. 25-26 cm de altura uterina, coisa boa...

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

25 semanas e arrumando as roupas da Fofinha

As semanas passam e eu continuo aqui nesta cama, então o jeito é ficar inventando coisas para fazer (só espero poder sair daqui pra ir no aniversario da Fofa e na feira de gestantes do Iguatemi em setembro). Como já assisti muito Netflix, Crunchyroll e estou jogando Hay Day a todo vapor, hoje a bola da vez foram as roupinhas. Tenho uma quantidade considerável, mas todas sem lavar e com a etiqueta de preço (afinal, geralmente as barrigudas só fazem isso após a 30a semana...).

Não posso negar que, as vezes, dá medo de estar exagerando, mas nessas horas eu me lembro de um fim de semana, Fofa com 1 mês e meio, um sol de rachar e a babá de folga. Era uma fralda de cocô... uma muda de roupa. Uma fralda de xixi... outra muda de roupa. Resultado: em 5 horas (das 6 da matina as 11), eu tinha usado TODAS AS ROUPAS DA CÔMODA. Sim, minha filha só tinha mais UM body para usar o fim de semana todo. E não, ela não ficava no carrinho tempo suficiente para que eu pudesse lavar e passar as roupas, muito menos no colo do pai.

Liguei chorando pra minha mãe, que voou até a minha casa pra lavar as roupinhas, por pra secar, esperar, passar e me deixar mais tranqüila enquanto o bebe continuava feliz no colo, só de fralda.

Claro que também não vou comprar o estoque inteiro de uma loja, vou esperar pra ver se a Fofinha vai no mesmo ritmo da irmã mais velha (e agora, se resmungar, largo no carrinho com a Fofa olhando, hohoho), mas acho que a quantidade que temos agora é um bom começo.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Para alegrar a vida

- Vovó, por que a nene ta tomando todo o corpo humano da minha mãe?

- Titia, acho que é melhor a mamãe dar a nene pra você...

Olha o ciúme chegando...

domingo, 4 de agosto de 2013

Os riscos

Eu sei que o meu humor vai começar a se alterar, agora que tenho uma previsão de repouso por pelo menos 60 dias (mas que sei que, na verdade, será até o dia do parto), ainda mais se parar para lembrar que, um pouco antes do afastamento, a psicóloga havia mudado o foco da terapia para evitar o "blues puerperal" que tive após o nascimento da Fofa. Claro que o fato da ex-empregada de casa ter ameaçado entrar na justiça contra a gente e o fato da Fofa chorar compulsivamente se estivesse fora de algum colo ajudaram muito a deixar o meu humor muito perturbado, mas hoje vejo que nem isso me impediu de tentar uma segunda (na verdade, terceira) gravidez.

O problema desta vez é a impressão (um tanto real) de que a coisa é bem mais seria. Claro que ficar deitada para evitar um possível parto prematuro já é uma coisa bem seria, mas agora existe um risco real nos sangramentos e existe uma pessoinha que é a razão da minha vida. Isso ficou bem claro pra mim na internação, quando vi a minha taxa de hemoglobina (Hb) despencar de 13 para 11,5 em menos de 5 minutos, e ainda mais há 4 dias, quando comecei a me sentir tonta ainda deitada. Foi só levantar para ir ao banheiro que um grande coágulo se desprendeu e perdi mais meio litro de sangue (aproximadamente, não tenho como ter certeza dessa quantidade). Ou seja, eu já estava com esse meio litro a menos na minha circulação sangüínea, mas o coágulo estava retendo isso no útero. Como o sangramento parou rápido, não fui ao hospital, mas precisei de 500 ml de Rehidrat e mais 1 litro de água para conseguir ficar de pé sem sentir tontura.

No fim do mês terei outra consulta, será quando pegarei as guias para os exames de terceiro trimestre e mais um ultrassom. Espero que, até lá, não haja mais sustos e que a placenta tenha subido um pouco, porque se estiver em cima do segmento, que é onde é feito o corte na cesariana a Pfannestiel (o corte na linha do biquíni), ou teremos fortes emoções no parto ou teremos que mudar os planos para uma incisão maior. Na dúvida, entraremos com reserva de sangue...
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