domingo, 27 de outubro de 2013

A hora do banho...

... da mamãe.

Uma das coisas que me deixa muito, mas muito irritada, é não tomar um bom banho pela manhã. E um banho completo, com direito a lavar a cabeça e tudo. O problema é como fazer isso com bebê pequeno em casa, ainda mais depois da experiência da Fofa, que berrava se não estivesse no colo de alguma pessoa. Quando tinha gente em casa, tudo bem, mas sempre aparecia algum momento em que estávamos as duas sozinhas.

Mas, como dizem, nenhum filho é igual ao outro. Não sei se estou mais tranqüila desta vez ou se o leite está sendo suficiente, então ela dorme melhor de barriguinha cheia, ou o que, mas estou conseguindo tomar meus banhos na hora que quero, no tempo que quero, só deixando a Fofinha no berço. É só encher a barriga da mocinha, fazer arrotar, colocar no berço e partir pro banho (com a porta aberta, claro, para poder ouvir eventuais choros, que nunca aconteceram nesses 10 dias em casa).

Aliás, hoje fui liberada para dirigir, então fui ao mercado pela primeira vez em 3 meses e meio. Quase morri quando passei as compras no caixa. Como assim, o valor da minha compra DOBROU? A compra foi a mesma, quase não peguei supérfluos, e mesmo assim foi um valor absuuuuurdo! Já avisei marido que teremos que voltar a comprar no atacado, Sam's Club, feiras, produtores locais... Porque só começamos a fazer compras no mercado perto de casa por causa do vale alimentação que eu recebia da prefeitura de Campinas.

E assim, a vida começa a voltar ao normal.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

É como dizem...

... nenhum filho é igual ao outro.

Sério, se a Fofa fosse tão boazinha como a Fofinha, eu teria encarado o segundinho mais cedo. Parece um reloginho, acorda só pra mamar (nem pra trocar o bichinho acorda, a gente tem que ficar fiscalizando pelo cheiro), mama os dois lados e dorme de novo. Claro que ela já trocou o dia pela noite, então de noite faz um showzinho maior, mas nada terrivelmente insuportável como o que aconteceu há 4 anos. O melhor é que, como estou mais calma e já sei o que esperar de um recém-nascido, o leite desce com vontade (e ela mama com a mesma vontade, ainda bem que existe o Lansinoh, hohoho).

E a irmã mais velha tem adorado a novidade. O que ela ainda não conseguiu entender é por que a mamãe ainda não pode dirigir e nem sair pra passear, afinal, a nenê já nasceu. Mas se tudo der certo, até o fim do mês que vem estarei motorizada de novo e pronta pra levá-las pra passear.

domingo, 20 de outubro de 2013

35 semanas e... Não, não, 8 dias de vida.

Três dias depois do último post (isto é, no dia das crianças), a Fofinha resolveu nos dar um susto. Na verdade, o maior susto de nossas vidas.

Na véspera, achei que os movimentos fetais haviam diminuído, então fui fazer alguns exames para ver se estava tudo bem. No USG, estava em posição transversa, pesando aproximadamente 2440g. Movimentos fetais OK, fomos para casa. Nesse dia, as 17:30, comecei a apresentar um novo sangramento, que durou 3 horas, mas era intermitente, vinha.. Parava... Então deu para ficar em casa. Mandamos a Fofa pra noite do pijama na escolinha e pedimos uma pizza com coberturas que ela dificilmente comeria, só para curtir uma noite a sós. 

Mas eis que tive mais um sangramento as 3 da manhã e outro as 8:30. Aí não dava pra ignorar mais. Liguei para a minha GO e fomos para a maternidade, deixando a Fofa com a minha mãe. O atendimento nao demorou, afinal, era feriado e ainda era cedo. Entrei no consultório, ainda crente que faria só um exame de sangue e voltaria para casa, mas quando coloquei a camisola para exames e fiquei de pé, senti uma contração bem forte, daquelas que empurravam a barriga para baixo, e comecou a jorrar sangue. O plantonista fez o exame de toque (especular não adiantaria de nada, não dava para enxergar mais nada), viu que eu estava com dilatação de 1 dedo e me mandou direto para o centro cirúrgico.

Eu nunca vi tanta enfermeira e técnica de enfermagem juntas ao redor de uma maca em tão pouco tempo. Em menos de 10 minutos eu fui tirada do consultório e levada para o centro cirúrgico, onde fui anestesiada (e o sangue escorrendo) e preparada para a cesariana mais rápida que já tinha visto. E passei MUITO mal. Oscilava períodos de consciência e torpor, com muita náusea, vendo tudo acontecer ao meu redor e, pior, SABENDO de todos os riscos que estava correndo e sentindo o desespero da equipe. Logo a Fofinha nasceu, com aquele chorinho fraco de prematuro, e a neonatologista (que era minha amiga, ufa) me avisou que estava tudo bem, mas que provavelmente ela precisaria ficar em observação por causa do cansaço respiratório.

Logo tudo terminou, mas nao sem estar com os dois braços bem furados (pelos acessos venosos e coletas de exames) e um sono monstruoso. Deu para perceber que a coisa foi feia pela expressão de alivio da minha GO quando tudo terminou. Fui levada para a recuperação pos-anestésica (RPA), onde dei outro susto, quando a minha pressão caiu para 6x3 e eu só achei que estava dormindo um soninho muito gostoso. 

No meio da tarde fui para o quarto, mas ainda com dor e sentindo como se tivesse sido atropelada por uma jamanta. Assim que cheguei, meu marido avisou que a Fofinha teve que ser levada para a UTI neonatal por causa do desconforto... e devo confessar que achei melhor assim, porque não estava em condições de cuidar de um recem-nascido. Tudo cansava, não conseguia levantar para ir ao banheiro, minha pressão caiu na hora do banho (e estava sentada em uma cadeira pra banho)...

No dia seguinte fui até a UTI conhecer o meu bebe. Tive vontade de tira-la dali e pega-la no colo, mas sabia que era pro bem dela, porque precisava do oxigênio (e isso porque era o maior bebe da UTI). Não podia mamar e as minhas mamas estavam vazias, me deixando ainda mais angustiada.Até  que, no fim do dia, veio a noticia: as mamadas foram liberadas, a cada 3 horas, complementando com um pouco de leite na mamadeira até que a minha produção estivesse boa. Também precisou entrar na fototerapia, mas isso foi o de menos.

No fim do terceiro dia, eu deveria ter tido alta, mas ainda estava com dor e não queria deixar a minha bebe sozinha no hospital. Foi quando ela foi transferia para a unidade de cuidados intermediários para terminar a fototerapia e eu continuei indo dar de mamar a cada 3 horas - e suspenderam a complementação, porque o leite desceu (e como desceu). No quarto dia, ela teve alta para alojamento conjunto, ficando o tempo todo comigo e com o meu marido... Para termos alta no dia seguinte, depois da coleta do teste do pezinho.

Estamos em casa há 4 dias. E começamos mais um lindo capítulo na nossa vida. :)

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

34 semanas, estamos quase lá.

Na verdade, ainda faltam 4 semanas para o dia marcado para a cesária (quem acompanha o blog sabe que eu sempre quis parto normal, mas por causa de uma placenta prévia centro-total, não posso entrar em trabalho de parto de jeito nenhum).

Enquanto isso, vamos nos acostumando aos sangramentos 2 vezes por semana. Pois é, conforme a Fofinha cresce e ganha peso (e chuta a minha placenta, porque não quer virar de jeito nenhum), os sangramentos aumentam. A mala está pronta, agora só falta terminar de arrumar as lembrancinhas.

domingo, 6 de outubro de 2013

Saindo da cama da mamãe (mesmo)

Enfim, depois de 4 anos fazendo a cama compartilhada, a Fofa agora dorme sozinha em sua cama, no quarto cor-de-rosa.

Eu sei que, há alguns posts, já havia falado que ela não estava mais dormindo comigo, mas com a gravidez, tivemos uma recaída e estava adormecendo na minha cama e sendo levada para a cama dela. Só que com o crescimento constante da barriga, isso foi ficando cada vez mais difícil, então um dia conversamos e ela aceitou dormir no quarto rosa.

Claro que ela não dorme 100% sozinha; conto 2 histórias curtas (ou 1 longa), seguro na mão dela e canto algumas cantigas de ninar, até ela dormir. Só então saio do quarto, mas ela sabe que, se chamar durante a noite, o papai irá até o quarto para coloca-la para dormir novamente. Foi a melhor maneira que encontramos, pois se deixássemos para fazer isso depois que a Fofinha nascesse, haveria o risco dela achar que gostamos mais de uma do que da outra. 

Sem contar que é gostoso contar histórias para uma criança dormir. :)

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Vai crescendo, vai filosofando

Fofa dentro do armário:

- O que você está fazendo?
- Eu tô nervosa porque não sei tocar nenhum instrumento, nem de sopro, nem de percussão...
- Mas a mamãe só aprendeu depois dos 7 anos.
- Eu queria que tudo na minha vida fosse fácil...

terça-feira, 1 de outubro de 2013

33 semanas e TA CEDO PRA SAIR, MENINA!

Depois dessa gravidez, se alguém perguntar se eu quero o terceiro pra ver se vem um menino, acho que pulo no pescoço.

Motivo? Há dois dias, comecei a sentir a barriga ficando dura em alguns momentos do dia. Como estou no terceiro trimestre, acreditei que eram as contrações de Braxton-Hicks, também conhecidas como "contrações de treinamento", ou seja, não são efetivas para o trabalho de parto, duram pouco e geralmente não doem. Foi o famoso "casa de ferreiro, espeto de pau".

E ontem veio mais um sangramento (mais uma troca de roupa de cama, marido subindo com pano, desinfetante, tendo que limpar TODO o banheiro mais o rastro... melhor parar por aqui), só que depois, a barriga ficou MUITO dura. E doía. Também doía o "pé da barriga" (baixo ventre) e as costas. CÉUS, ISSO NAO SAO CONTRAÇÕES DE BRAXTON-HICKS, eu pensava.

Celular na mão, liguei pra GO e hoje já comecei a tomar nifedipina pra parar essas contrações. Poxa, faltam 4 semanas, pra quem já ficou 3 meses esperando, 4 semanas é ficha. E agora é repouso, repouso e mais repouso, porque so de levantar pra ir no banheiro já dava contração.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...