sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Tarde de autógrafos do Ziraldo no RJ!


Imagem: divulgação
Mamães do RJ, neste sábado (07/11), o Ziraldo estará realizando uma tarde de autógrafos para o lançamento dos livros Nino, o Menino de Saturno e a coleção ABZ, um sucesso nos anos 1990 que foi repaginado e revisado pelo próprio autor. 

A Tarde de autógrafos do Ziraldo será na Livraria Saraiva do Shopping Rio Sul, que fica na Rua Lauro Muller, 116, 3º piso, no sábado, 07 de novembro, às 16h.

Fui convidada pela assessora Mariana, mas como não moro no RJ e ir em uma viagem com as minhas meninas exige muito planejamento por causa da alergia da Fofinha, não poderei ir.

Segue o release para a imprensa para maiores informações sobre a obra:

Ziraldo apresenta Nino, o Menino de Saturno e a coleção ABZ
Obras publicadas pela Editora Melhoramentos apresentam histórias únicas inspiradas nas letras do alfabeto e no sistema solar

São Paulo, novembro de 2015 –Ziraldo, um dos escritores e cartunistas mais relevantes do país, lança Nino, o Menino de Saturno, sétimo livro da série Meninos dos Planetas, e relança a coleção ABZ, sucesso dos anos 1990, completamente repaginada, em formato ampliado e com textos e imagens cuidadosamente revistos pelo autor. No total, são 33 obras publicadas pela Editora Melhoramentos, com aventuras únicas inspiradas nas letras do alfabeto e no sistema solar.

Para Ziraldo, as letras têm vida, nome e biografia. Foi assim que sua mãe, dona Zizi, apresentou o alfabeto ao filho ainda menino: para cada letra, uma história. Nos 26 livros da coleção ABZ, o autor brinca com as formas das letras e seus sons e alterna prosa e poesia, em diferentes gêneros literários, sendo cada título um ilustrado com técnicas variadas: aquarela, colagem, desenho à mão livre, diferentes recursos de ilustração em computador e fontes tipográficas especiais. Nesse percurso, o autor faz referências a grandes autores e artistas, incentivando nos leitores o amor pela literatura e pelas artes em geral.


Na série Meninos dos Planetas, Ziraldo dá vida a uma turma de meninos, um de cada planeta do sistema solar. O autor já criou personagens incríveis baseados nos planetas Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Saturno, Urano e até no nosso satélite, a Lua. Faltam apenas três planetas para completar a série. O mais recente lançamento conta a história de Nino, o Menino de Saturno, que precisa encontrar novas cores para os anéis do seu querido planeta.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

O segundinho

Quando eu tinha só uma filha, ficava pensando que uma só estava de bom tamanho. Poderia dar a melhor educação, os melhores cursos, o melhor de tudo.

Porém, sempre veio aquela pergunta "e se tivéssemos mais um?". Sou filha única, então nunca tive a vivência do irmão, de ter outra pessoa compartilhando as alegrias, as tristezas e até as dificuldades de uma vida em comum. 

Foram vários meses de conversa, questionando inclusive se eu não queria ter o segundo pra primeira não ter tanta responsabilidade em ter que cuidar de nós no futuro, até que decidimos que iríamos tentar.





Até que veio essa coisinha rechonchuda, linda e maravilhosa, para colorir as nossas vidas e encher a casa de muita bagunça.


Claro que nem tudo foram flores. O diagnóstico de APLV e Síndrome Látex-Frutas foi um dos períodos mais difíceis da minha vida e virou as nossas vidas de cabeça pra baixo. A mais velha sofreu junto, pois a restrição alimentar envolveu a família toda. Ainda tivemos o show da bronquiolite, bem no período em que a Fofa estava na casa da vovó (o que fez com que ela achasse que a mamãe estava se divertindo com a nenê).


Felizmente, isso não nos impediu de viajar. Simplesmente tivemos que aprender a lidar com as alergias e nos adaptamos de forma a conseguir passear levando quase a casa toda, nos divertindo e sendo felizes. Fomos pro Mavsa Resort, pra casa da vovó, pra Grécia e pro The Royal Palm Plaza, tudo com adaptações e poucos escapes da dieta.

(Só não somos ninjas ainda de encarar o Halloween do condomínio com uma bebê APLV que já aprendeu que doce é gostoso)




E tudo isso foi pra falar que a decisão de ter o segundo filho foi a melhor da minha vida. Passamos por tempos difíceis, mas as duas se dão muito bem (quando não tem disputa pela mamaim na jogada), a Fofinha ama a irmã de tal maneira que não sabe ficar longe dela e a casa fica cheia de tantas risadas e alegria quando elas estão lá (claro que também temos muitos gritos e broncas, faz parte do pacote).

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

O desfralde (mesmo? Mas como? Já???)

Não faz muito tempo, eu comentei sobre um possível desfralde da Fofinha e sobre a experiência traumática do desfralde da Fofa (que foi começado antes dos sinais de desfralde, interrompido após vários choros e 24 horas de mãe com rodo pela sala e retomado após 3 meses, com sucesso imediato).

Também mencionei que a senhorita em questão havia parado de usar fraldas de pano e, que, portanto, estávamos comprando a fralda descartável de embalagem verde (porque a roxa estava muito cara e a pessoinha se jogava do trocador se tentasse colocar a de pano). 

Então, há mais ou menos 4 semanas, a Fofinha começou a ter os mesmos sinais e sintomas de dermatite atópica que a Fofa tem: pele seca, irritação com coceira nas dobras do cotovelo e do joelho (que também ficam esbranquiçadas) e... coceira na região do elástico da fralda, nas costas. O que melhorava era a hidratação contínua da pele da bebê ou... ficar sem fralda.

Já que quem sai na chuva é pra se molhar mesmo, comprei mais calcinhas (tamanho PPP, porque ninguém pensa que uma pessoa de 10 kg e 83 cm vai desfraldar) e descobri que havia uma loja aqui em Campinas que vendia as calcinhas de treinamento da Green Sprouts. Claro que poderia usar as calças de treinamento vendidas pelos mesmos fabricantes das fraldas de pano modernas, mas queria algo parecido com calcinha mesmo, ou perigava a coisinha não querer usar.

São laváveis e muito fofinhas
Continuamos usando fraldas para dormir (mas está acordando seca, semana que vem já vou fazer o desfralde noturno) e para ir à escolinha, porque está no berçário e a estrutura do desfralde de lá é somente nas classes do maternal em diante. Contrariando o que muitos dizem, ela não confunde e, quando chega em casa, já corre pro banheiro pra tirar a fralda (e andar pelada pela sala). Ainda temos um acidente por semana, mas é bem pouco e já está avisando bem antes do xixi sair, o que dá tempo de correr pro banheiro, mesmo fora de casa.

Para facilitar, em casa temos um redutor por banheiro e, para sair, usamos o redutor dobrável da Nuk, que é acolchoado e prático, cabe dentro da bolsa da bebê, além de se encaixar em qualquer assento sanitário (mas alguns exigem certo equilíbrio da mãe e do bebê).

O redutor dobrado
Agora estou namorando uma escadinha com redutor para colocar em um dos banheiros, para facilitar a vida e dar mais "independência" para a Fofinha (porque claro que um adulto sempre irá atrás para ver se não desenrolou o papel higiênico dentro da privada ou se não caiu lá dentro). Se der certo, volto a postar :D

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Viajando com alérgico - The Royal Palm Plaza Resort

Foto de divulgação do hotel
Este ano, decidimos não fazer festa de aniversário separada para cada uma das meninas (primeiro porque os parentes e amigos trouxeram dois presentes nas duas festas que fizemos no ano passado, depois porque adquirimos um pacote do Vacation Club), então planejamos uma festona em outubro e, para não passar setembro em branco, fomos passar o feriado da independência no The Royal Palm Plaza Resort.

Claro que a nossa preparação começa já na reserva: fizemos a reserva pelo Royal Palm Vacation Club e avisamos que teríamos duas pessoas com restrição alimentar (o que saiu impresso até no voucher). Compramos o nosso suprimento de emergência para saídas de casa (Becel, pão sem leite, biscoitos sem leite, leites vegetais...) e nos preparamos para ir.

Não fica longe de casa. Em 20 minutos estávamos no hotel, fazendo o check-in, que, apesar de só iniciar às 14h, permitiram que entrássemos no quarto ao meio-dia, para guardar as malas e sossegar as três crianças ansiosas. Avisamos de novo sobre a restrição no check-in e fomos almoçar.

Avisamos a terceira vez na entrada do restaurante, nesse dia o almoço era feijoada, então... nada a se preocupar. Mas as crianças queriam comer no restaurante das crianças, então fomos e...

... meu Deus, como tinha coisa com manteiga. Tudo tinha manteiga. Ou queijo. Ou creme de leite. Nem o macarrão sem molho se salvava. Aliás, minto, salvava-se a BATATA FRITA (e por uma margem muito curta, porque provavelmente foi frita no mesmo óleo dos nuggets). Na mesa de sobremesa, uma singela tigela de gelatina mandava um "oi" pra Fofinha. E só. Tudo mais tinha algum derivado de leite.

Solução?

Correr pra copa do bebê.

A maravilhosa copa do bebê do prédio Azaléia
Em feriados e períodos de alta temporada, a copa do bebê é aberta 24 horas (em baixa temporada, fecha às 22h). Tem uma copa no prédio Azaléia, uma na Casa de Campo (no meio do Miniville) e uma no The Palms, equipada com geladeira, micro-ondas, biscoito salgado (de polvilho - e era da Fabitos, sem leite!), biscoito doce (esse já era tradicional), Cremogema (!), Farinha Láctea (!!) e achocolatado (!!!), além de leite de caixinha. Na hora das refeições, vinham dois tipos de sopinha cujos nomes estavam escritos nas plaquinhas (massssss a gente tinha que adivinhar se tinha leite ou manteiga ou não. Papai tomou muita sopinha antes de dar pra Fofinha).

Demos a sopinha pra Fofinha, uma fruta e voltamos pro restaurante. Nesse almoço não tivemos problemas e soltamos a criançada pra brincar.

Na verdade, não tivemos nenhum escape. Nenhum MESMO. Só que, nas refeições seguintes, eu fiquei restrita a pedir uma opção light da cozinha (imaginem comer arroz integral, legumes ao vapor - que já já conto a história deles - e uma carne grelhada em todas as refeições em um resort padrão top top top).

E os legumes ao vapor?

Pois bem, na primeira vez que os pedi, falei com todas as letras que não podia ter nada de leite, creme, queijo, manteiga e afins na minha comida. Quando o meu prato chegou... TCHANS! Uma gordura meio amarelada esquisita em cima da mandioquinha e um cheiro de pipoca de cinema... chamei a maitre de novo, ela foi até a cozinha e imediatamente retirou o meu prato avisando que ele iria ser refeito.

E aí, pra onde foi a minha segurança ao comer? Fiquei meio paranóica e a bebê passou a fazer todas as refeições na copa do bebê, ou seja, ela tomou sopa em todos os dias que ficamos no resort (jantava umas 3 vezes, porque está acostumada a comer de tudo) e beliscava as preparações que certamente não teriam manteiga, o que ficou difícil, porque até a couve era refogada na manteiga.

No café da manhã, até conseguimos comer baguetes (deliciosas), geléia em porções individuais da Queensberry e omelete (mas todo dia eu tinha que avisar sobre a restrição e todo dia tinha que esperar vir uma frigideira e utensílios LIMPOS da cozinha - porque usavam a mesma frigideira para TODOS - oi?), além das frutas. Tinha também uma singela cestinha (inha) de produtos sem glúten e sem lactose no meio da mesa. Camuflada no meio de tanta coisa com leite e com glúten e sem identificação nenhuma. Se eu não conhecesse as marcas, passaria reto por ela.

A parte boa para alérgicos é que existem quartos com PISO DE MADEIRA, ou seja, sem aquele carpete peludo cheio de pó que pode exacerbar uma rinite ou ocasionar uma crise de asma. Os quartos são arrumados diariamente e, à noite, tiram a colcha, arrumam a cama delicadamente para você dormir e deixam chocolatinhos (com leite...) e garrafas de água de cortesia. Um mimo que faz muito bem para a alma. :D

Em resumo, embora não pareça, adoramos o hotel e certamente voltaremos para levar as meninas na piscina e para brincar, mas não sei se ficaremos com a pensão completa. Para nós, ainda mais que vamos com o nosso carro, compensa pegar meia pensão e sair para comer em locais que conhecemos e confiamos na região.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Esse raio de tempo passa rápido demais!

Não faz muito tempo (pelo menos para mim), que a minha pequenina Fofa estava se preparando para começar o Maternal. Era toda uma mudança, porque significava que ela não poderia mais usar uma roupa de bichinhos para ir à escola, teria que usar uniforme (mãe e pai agradecem imensamente a invenção do uniforme para poupar as roupas boas que a vovó dá), teria atividades pedagógicas, começaria a aprender tudo o que um mundo novo poderia lhe ensinar. 

A primeira festa junina, há 4 anos.
Mas esse danado desse tempo passa muito rápido, a Fofa cresceu, aprendeu a ler, está aprendendo a escrever, a fazer contas, a deixar pai e mãe perdidinhos com tantas perguntas, por que, porquê, porque e... chegou a hora da gente sair à escolha da escola nova. A atual cobre somente a educação infantil, então com a ida para o Ensino Fundamental, será necessário começar tudo de novo. Outra escola, outro material, outros amigos, mais coisas de um mundo totalmente novo para aprender.

Tomamos o cuidado de fazer a escolha com calma. Comecei a pesquisar sobre as escolas da região com 2 anos de antecedência, visitei todas as que achei que seriam interessantes (inclusive uma em outra cidade, onde eu trabalhava, mas parei de trabalhar, então... ficou complicado, embora a metodologia e o ambiente fossem maravilhosos).

Primeiro, procuramos uma cuja metodologia e material didático nos agradasse. Depois, que fosse perto de casa e da escola atual, pois a Fofinha não irá mudar (ou seja, mamãe vai passear pelo bairro deixando uma em cada escola). Enfim, uma que a própria gostasse. Felizmente, deu tudo certo e já fizemos a matrícula para o ano que vem e descobrimos que vários coleguinhas do curso de inglês irão estudar na mesma classe que a Fofa, o que tornará a adaptação mais fácil no ano que vem.

Claro, para saber se deu certo... só em 2016.



terça-feira, 18 de agosto de 2015

Esses bebês cheios de personalidade cansam...

Não, mamaim, eu limpo o meu nariz sozinha!
Já tinham me falado que o segundo filho nunca é igual ao primeiro. Mas nunca me avisaram que a coisa seria tão diferente assim.

A Fofa sempre foi muito independente, comunicativa, decidida (tá, com o tempo foi ficando manhosa e agora tem dias que dá vontade de pedir pra ela largar da minha perna - literalmente). Então veio a Fofinha, cheia de si e com uma personalidade muito diferente da irmã. Desde pequenininha, quer tudo do jeito dela e, quando não consegue, BATE. Sim, ela BATE. E morde. E arranha. Empurra também, por que não?

E lá vão pai e mãe pra explicar, ensinar que aquilo não é bonito, tipo... "não pode bater na irmã porque ela está pintando com lápis. Não, o lápis não é seu". Ou "não, não pode puxar o cabelo da irmã porque ela está no colo da mamãe, o colo não é só seu".

Duro é que, nessa onda, ela não quis mais usar fraldas de pano. Chega a se jogar do trocador porque não quer colocar o bumbum fofinho de pano. Também não quer a fralda do pacote azul, quer a fralda do pacote verde com bebê de cabelinho cacheado. A última foi querer fazer xixi no vaso (igual a irmã...) e usar calcinha.

Ela até fez xixi no vaso. Mas LÓGICO que o xixi seguinte foi no chão. 

Eu sei que muita gente vai dizer que não posso fazer todas as vontades da criancinha e ainda pior, algumas pessoas ainda podem dizer que não sei dar limites pras minhas filhas (oi?). Mas sinceramente, tem dias que dá vontade de dormir no sofá e deixar o circo pegar fogo na minha sala. Só espero que melhore conforme cresça.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Esse negócio de tocar o seu negócio...

Dizem que médico tem dificuldade em gerir negócios. Eu achava isso um absurdo, afinal, não deve ser tão difícil assim.

Só que não tem nem um mísero crédito de aula na graduação que te ensina a tocar minimamente o seu consultório. Sério. Difícil, difícil, realmente não é, mas é trabalhoso. Desde a escolha do local até o início das atividades, são tantas as coisas que devem ser pensadas, que ou você se dedica integralmente a fazer o necessário ou você paga profissionais para fazê-lo no seu lugar.

No meu caso, fiz uma mistura das coisas. Afinal, parei de trabalhar no ano passado para cuidar das meninas.

Então comecei a correr atrás da documentação, os alvarás, as licenças de funcionamento, recebendo informações desencontradas (da própria prefeitura, cada vez que eu ia lá, a informação mudava), até o ponto em que contratei um escritório de contabilidade para fazer isso por mim. Fiz fanpage, convenci a amiga a embarcar em um mini-ensaio para ter fotos em resolução decente para divulgação (porque não posso credenciar em convênios sem a documentação completa e se não divulgarmos, como vão saber que estamos lá?), fiz site... mas para outros tipos de divulgação, contratei os serviços de uma amiga para fazer o texto, a diagramação e enviar o material pra gráfica.

Mas outras coisas ficaram por minha conta mesmo. Faço a contabilidade (fim do mês chegando, nãoooooo), elaboro contratos de prestação de serviços, vou no banco, pago contas...

Dá trabalho. 

Mas é gratificante. :D

terça-feira, 14 de julho de 2015

Vamos atualizar o post velho sobre vacinas

Nem parece, mas as mudanças no calendário vacinal foram tão grandes nesses últimos 2 anos, que o meu post de 2012 está completamente desatualizado!

Então vamos arrumar isso:

Poliomielite

SUS: Sabin (a gotinha). Vírus vivo atenuado, não deve ser dada a crianças com doenças imunológicas que levem a baixa imunidade (imunodeficiências) ou a parentes de pessoas com imunodeficiências. É dada somente após os 6 meses, no esquema da OMS para países que estejam com a doença sob controle.

Clínicas: Salk. Vírus morto, injetável. Não causa a vacinação indireta que a Sabin proporciona, pois a criança não libera o vírus vacinal nas fezes.

Pode misturar? SIM. Quem toma Sabin pode tomar Salk e vice-versa.

Tríplice bacteriana

SUS: DPT (Difteria, coqueluche, Tétano), produzida por cultura de células.

Clínicas: DPTa (acelular), com o componente pertussis produzido de forma acelular, causa menor índice de reações vacinais.

Pode misturar? SIM, principalmente se a criança teve reação vacinal grave com a DPT do posto, pois recomenda-se o uso da DPTa nesses casos. Não recomendo fazer o caminho inverso, ou seja, DPTa e depois DPT, pois a DPT celular tem mais efeitos adversos.

Rotavírus

SUS: monovalente, protege contra uma cepa do vírus.

Clínicas: pentavalente, protege contra cinco cepas.

Pode misturar? NÃO, porque a pentavalente exige mais doses do que a monovalente.

Pneumococo

SUS: Pneumo 10-valente, protege contra os sete sorotipos da Pneumo 7-valente mais os sorotipos 1, 5 e 7F.

Clínicas: Pneumo 13-valente, comercialmente chamada de Prevenar13. 

Pode misturar? NÃO, pois a proteína carreadora é diferente. Se a criança já estiver com o esquema completo com a 10-valente, pode ser feita uma dose única da Prevenar13.

Meningococo

SUS: vacina conjugada contra meningococo C

Clínicas: vacina tetravalente conjugada contra meningococo (ACWY) e vacina recombinante contra meningococo B

Pode misturar? NÃO, são consideradas vacinas diferentes, porém, no reforço de 6 anos, ao invés da meningo C, pode ser feita a ACWY que é considerada o reforço do esquema anterior.

Hepatite A

SUS: ofertada 1 dose, com 1 ano.

Já há evidências de proteção com 1 dose, porém, a Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda um reforço, que não é feito pelo SUS, somente pelas clínicas privadas.

Varicela

SUS: ofertada 1 dose, na vacina tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela).

Novamente, o SUS oferece 1 dose que já protege contra a doença, mas há a recomendação do reforço.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Viajando com alérgico - GRÉCIA!

Templo de Poseidon, em Sounio
Olá! Fomos, voltamos e sobrevivemos a esta incrível viagem!

Quem acompanha o blog há um tempo deve ter visto os preparativos para a viagem. Afinal, viajar com alérgico pelo Brasil já é um desafio, viajar para o exterior é quase uma loucura, mas não é impossível.

Tudo começou com a escolha da companhia aérea que nos levaria para a Europa (o destino foi escolhido pelo trabalho do papai, nós fomos de carona). Depois de pesquisar, ficamos entre a Emirates e a Swiss, mas depois de conversar com a agente de viagens, ficamos com a Swiss mesmo. Além de ter um preço melhor do que a Emirates, a Swiss é notadamente reconhecida por seu respeito aos portadores de necessidades especiais (com menus diferenciados) e pelo carinho de sua tripulação com as crianças.

Depois, partimos para os preparativos: receitas médicas em inglês (datadas e carimbadas pela pneumologista pediátrica que acompanha as meninas), relatórios médicos para que eu pudesse embarcar com as medicações na bagagem de mão (não é fundamental, porque nenhum país barra a entrada de medicações em suas caixas originais, mas por segurança é bom levar), modelos de procedimentos de emergência da FARE também datados, carimbados e assinados e cartões de alerta escritos em grego e em inglês.

A partir daí, malas prontas, mãe surtando, crianças ansiosas... fomos para o Aeroporto de Guarulhos.



Duro não é viajar com criança. Duro é ficar naquela ansiedade pra saber se deu tudo certo com a sua reserva e se a refeição virá certa.

A melhor surpresa foi quando os comissários de bordo vieram até os nossos assentos e perguntaram se a refeição sem lactose era nossa.

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Tá, tudo bem, era sem lactose. Mas nesse caso, significava SIM, sem leite ou traços de leite. E era uma refeição quente e gostosa, com direito a sobremesa (fruta, mas era sobremesa). Para o papai e para a Fofa, comida tradicional com uma fatia bem generosa de queijo gruyère que cheirava tãooooooooo bem...


Conexão em Zurique (afinal, a Swiss é baseada na Suíça, ora pois), outro pequeno stress por conta da alimentação (porque aqui no Brasil, infelizmente é comum você ter as famosas falhas de comunicação), rapidamente solucionado com a chegada do "lanchinho da tarde" mais bem embaladinho, bonitinho e gostoso que já vi. Também sem leite para a Fofinha, tradicional para o papai e para a Fofa, com o queijo cheiroso de novo. Complicado foi o mimo oferecido no final de cada vôo: chocolate suíço. Ao leite. Mas com todas as informações sobre alérgenos no rótulo.



Destino final: Grécia. Para ser mais precisa, Anavyssos, a 55 km de Atenas. Saímos de um frio do uó, com as meninas todas chiando e tossindo, para um calor maravilhoso com um céu magnífico. Aqui o stress foi menor (mas existiu), porque ficamos numa casa com mais de 20 pessoas e nem sempre pude fazer o controle de traços, mas eu cozinhei todas as refeições e pude fazer as compras para ler os rótulos com atenção. Felizmente, tivemos só um escape.

Arroz e farinha de trigo

Como haviam veganos no grupo, não era difícil ter comidas sem leite na casa, então fiquei atenta à soja. Duro era entender o que estava escrito nas embalagens, felizmente quase tudo tinha uma parte escrita em inglês e, para que eu ficasse ainda mais contente, os alimentos que tinham os ingredientes listados em inglês tinham as informações sobre alérgenos bem explícitas e em destaque (os que só estavam escritos em grego, podiam ou não ter as informações. Duro era ler "leite" em grego).

Já nos restaurantes, não tivemos problemas. Era só avisar que eu não podia consumir leite que as minhas saladas vinham sem queijo feta e todos os meus pratos vinham feitos no azeite, tanto que tivemos só um escape durante 15 dias e não foi por causa de restaurante.

Este não era o meu prato. O meu não tinha essa fatia linda de queijo com azeite e orégano em cima...
Também não tive problema na farmácia. Precisei comprar desloratadina para a Fofa e consegui só com a receita em inglês (mas precisei de miconazol pra Fofinha e só comprei porque falei que era médica e tinha levado a carteirinha do CFM). Claro que aproveitei e comprei os creminhos caros das pessoas aqui, porque haja $$$ pra tanta dermatite atópica.


Resumindo: valeu a pena todo o trabalho e a preocupação? Valeu. As meninas se divertiram muito e nós pudemos conhecer um lugar paradisíaco e que já povoava a nossa imaginação desde as aulas de História da época de escola. Só lamentei que as meninas não entenderam direito por que a mamãe e o papai ficavam tão felizes vendo aquele monte de pedras e aquele monte de estátuas quebradas. 


Mas eu sei que, quando elas crescerem, vão ver as fotos e entenderem que, um dia, estiveram bem perto de tudo aquilo que ainda vão aprender.


quinta-feira, 28 de maio de 2015

Adote um sorriso!

Pediatra voluntário atendendo em seu consultório. Foto enviada pela GSK para divulgação.
Você já ouviu falar da campanha "Adotei um Sorriso?"

Promovida pela Fundação Abrinq, é um programa que visa a ação voluntária para a melhoria da qualidade de vida de crianças e adolescentes. Inicialmente mobilizando dentistas, hoje o programa envolve nutricionistas, pediatras, psicólogos, fonoaudiólogos e oftalmologistas que queiram se voluntariar, seja atendendo crianças e/ou adolescentes em seus consultórios particulares, ou desenvolvendo uma ação de saúde preventiva em uma organização social em sua região.

Dados da Fundação Abrinq mostram que já é uma campanha que fez a diferença para muitas crianças e adolescentes. Desde o início da "Adotei um Sorriso", já temos: 
  • 214 municípios participantes de 24 estados brasileiros
  • 339 organizações sociais participantes
  • 1488 voluntários reconhecidos em 2014
  • 2183 crianças e adolescentes beneficiados com ações clínicas em 2014
  • 9982 crianças e adolescentes beneficiados com ações clínicas desde o início do programa
  • 39422 crianças e adolescentes beneficiados com ações institucionais em 2014
  • 257269 crianças e adolescentes beneficiados com ações institucionais desde o início do programa
Dados da página da Fundação Abrinq, acessada em 28/05/2015

E agora, a farmacêutica inglesa GSK acaba de lançar seu apoio nacional ao programa "Adotei um Sorriso", pretendendo mobilizar pediatras de mais de 180 cidades do país a abraçar sua causa por meio de sua força de vendas. A meta é mobilizar 500 pediatras a participarem da iniciativa até outubro.

Quer conhecer mais sobre o programa? Acesse www.abraceessacausa.com.br e comente sobre ele com seus conhecidos e amigos. 

Juntos, podemos fazer a diferença.

Post produzido por solicitação da GSK para fins de divulgação.
Não houve pagamento pela matéria ou benefício pessoal pela publicação.

terça-feira, 26 de maio de 2015

A língua do P

- Mamaim! Papapapapopoca!

E eis que me aparece um bebê lindo correndo com o saco de milho de pipoca, todo feliz, me pedindo pra estourar pipoca.

Adoro a época de aquisição da linguagem.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Vacina contra meningococo B



A mais nova vacina a chegar ao Brasil é a vacina contra o meningococo B (MenB), já disponível em clínicas privadas (no SUS, ainda sem previsão). Trazida pelo laboratório Novartis, pode ser aplicada a partir dos 2 meses e está licenciada para uso em pessoas até 50 anos de idade.

Aí você para e pensa: como assim? Já temos a vacina contra o meningococo C na rede pública, aí chega a ACWY na rede privada e me aparece uma nova vacina? Uma não substitui a outra?

Respondendo: mais ou menos. A ACWY substitui a C, pois já a contempla em sua composição, mas a B, não. 

A doença meningocócica invasiva (porque você pode ter meningite ou doença meningocócica causada pelo meningococo, cujo nome completinho é Neisseria meningitidis) pode ser causada por cinco sorogrupos já presentes no Brasil: o A, B, C, W135 e Y. Atualmente, com a introdução da vacina contra o sorogrupo C, o MenB passou a representar a principal causa da doença entre crianças menores de 5 anos de idade, chegando a ser 100% nas crianças entre 12 e 23 meses de idade. A vacina trazida ao Brasil confere proteção contra 81% dos meningococos B circulantes no país.

A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM) orienta para que as crianças e adolescentes ainda não vacinados tenham seu esquema iniciado o mais rápido possível, sendo que, para maiores de 1 ano, são necessárias 2 doses com intervalo de 2 meses entre cada uma delas. A soroconversão ocorre entre 7 a 10 dias após a aplicação.

O esquema de doses recomendados é:

2 a 5 meses -------------- 3 doses ---------------------- reforço entre 12 e 15 meses
6 a 11 meses ------------- 2 doses ---------------------- reforço no 2ºano de vida, com intervalo minimo
                                                                                   de 2 meses da última dose
12 meses a 10 anos ----- 2 doses ---------------------- sem reforço
11 anos + ----------------- 2 doses ---------------------- sem reforço

A recomendação da SBIM, contemplando todas as vacinas existentes no Brasil (ou seja, cobrindo todos os sorogrupos vacináveis), é:
  • 3 meses: Meningocócica C conjugada e Meningocócica B; 
  • 5 meses: Meningocócica C conjugada e Meningocócica B;
  • 7 meses: Meningocócica B; 
  • 12 a 15 meses: Meningocócica conjugada ACWY (ou Meningocócica C conjugada) e Meningocócica B.
CLARO que isso não significa que você tem que ir correndo pras clínicas privadas para vacinar as crianças agora. Não estamos em epidemia ou surto. Mas significa que é prudente começar a planejar como e quando vacinar as crianças, pois não dá pra esquecer que, por serem vacinas novas, são caras.

[EDIT 26/05/2015] A vacina, na verdade, veio pelo laboratório Novartis, sem nome comercial definido. A caixa e a bula vêm com a identificação "vacina contra meningococo B".

segunda-feira, 18 de maio de 2015

O chiado, coisas que testamos por aqui e outras coisinhas...

Quem acompanha fanpage no Facebook deve ter percebido que esta última semana foi bem fraquinha de atualizações. E sei também que, quem acompanha o blog a mais tempo, sabe que a rotina aqui de casa exige muito, então a frequência de atualizações é indiretamente proporcional ao trabalho que as fofíssimas dão.

No caso, esfriou, veio a temporada de gripes, resfriados e afins e... 

... terminamos com uma Fofinha em uma crise de sibilância bem feia, com direito a corticóide oral, salbutamol spray e nebulizado, uma ida ao PS na madrugada pra fazer inalação com oxigênio e o terceiro antibiótico em três meses. Aí vem o famoso desespero de mãe, criança doente, com febre = criança que não come = criança perdendo peso (que não é fácil de ganhar) absurdamente, AAAAAAAAAAAARRRRRRRGGGGGGGHHHHHHHHHHH!

Então, vamos aproveitar para relembrar coisas importantes para criancinhas que chiam neste frio que está se aproximando:

123rf.com
1) Vacinar contra a gripe! Pode ser na rede pública (com idades entre 6 meses e 4 anos e 11 meses, fora dessa faixa etária, só com pedido do médico assistente) ou na rede privada, lembrando que, este ano, há diferenças entre as vacinas, pois as clínicas trouxeram a vacina tetravalente (protege contra 4 cepas), enquanto o SUS trouxe a trivalente (3 cepas).

2) Lavar o nariz! Soro, soro, soro e mais soro pra deixar esse nariz limpinho e sem caca. Esse aspirador nasal foi comprado na Petit Papillon de Campinas (mas eles tem loja online também), você coloca a ponta com a florzinha na sua boca, a outra no nariz do bebê e chupa pra aspirar a caca. Tem filtro pra evitar que você engula tudo (eca, mas mãe faz dessas coisas...).

123rf.com
3) Essa é para crianças que usam corticóide inalatório com espaçador como medicação profilática: usar sua fumacinha todos os dias, do jeitinho que o pediatra prescreveu e orientou. Não se esqueçam de lavar o espaçador uma vez por semana com água com detergente, SEM ESFREGAR, só passando a água por dentro dele (ainda vou fazer um vídeo disso) e deixando secar SEM ENXUGAR COM PANINHO, dá vontade, eu sei, mas resistam. Isso é necessário para evitar que as partículas da medicação grudem no plástico. E tem que agitar o frasquinho, colocar no espaçador, na posição vertical (do jeito da foto), vedar bem a máscara no rosto e apertar. Espera respirar umas 5 vezes e repete pra quantos jatos forem necessários.

E o famoso mantra das mães... paciência, muita paciência...

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Viajando com alérgico - os preparativos



Passaportes tirados, passagens compradas, vacinas tomadas, agora chegou a hora de começar a pensar seriamente nos preparativos para a nossa viagem ao exterior.

Quando era só a Fofa, era fácil. Era fazer as malas, e ir. Porém, agora temos uma Fofinha carregada de alergias alimentares e os preparativos ficaram um pouco mais complicados.

1) Buscamos saber quais vacinas eram necessárias para a viagem. Tiramos o Certificado Internacional de Vacinação contra febre amarela (exigido para a entrada no país escolhido) e iremos vacinados contra a influenza e, as crianças receberão uma dose de vacina meningocócica tetravalente, por precaução.

2) Procuramos uma companhia aérea "amiga de alérgicos". No caso, escolhemos a Swiss, que tem menu especial para alérgicos e também faz refeições sob prescrição médica (desde que avisada com antecedência).

3) Preparamos um plano de emergência escrito, baixado do site da FARE (Food Allergy Research & Education), além de cartas em inglês e receitas médicas em inglês.

4) Preparamos cartões com alertas escritos nos idiomas dos países que iremos visitar (além do multicultural Inglês).

5) Providenciamos as medicações de uso contínuo, tanto para levar na bagagem de mão para uso imediato (Salbutamol e anti-alérgicos) quanto para entrada no país escolhido (tem que ir lacrado na embalagem original).

6) Mais próximo da partida, providenciaremos os lanches seguros, caso aconteça algum imprevisto durante a viagem.

7) Ligamos para o Consulado Geral da Grécia em São Paulo, para saber se eu conseguiria comprar remédios com a receita brasileira (em inglês).

E agora é hora de mandar os bichanos pro tio vet, chamar a tia Santa Pet Sitter e começar a fazer as malas :)

quarta-feira, 29 de abril de 2015

O temido "terrible two"

Papatu, mamaim, té papatu, papatu, papatu, bunheeeeeeee!!!!

Quando decidimos ter mais um filho, sabemos que passaremos por todas as fases novamente. A amamentação, as fraldas, as cólicas, a introdução alimentar, as primeiras palavras e...

... o terrible two

Chamada de "primeira adolescência" por alguns autores, essa fase pode começar aos 18 meses e é caracterizada por teimosia, desafios, crises de birra, justamente porque as crianças estão deixando de ser bebês espectadores para protagonizar a sua história. Não vão mais aceitar passivamente tudo o que lhes for imposto (a gente consegue, mas vai ouvir muito na-não antes de conseguir) e vão começar a mostrar sinais de sua personalidade.

A foto do início, por exemplo, foi tirada enquanto a Fofinha rolava furiosamente na cama porque não queria dormir de macacão com pezinho, queria dormir de "papatu".

O que fazer?

Além de ter vontade de sumir, precisamos manter a calma e o pulso firme. Esta é a fase em que precisamos dar limites para os nossos não-tão bebês, mas também dar muito carinho e afeto (embora tenha dias que dá vontade de fingir que não conhecemos a criança).

E a certeza de que ISSO PASSA. Depois vem a fase dos porquês e que dura mais tempo, mas o terrible two passa e fica só a lembrança das pérolas que surgem nesse período.

Terremoto no Nepal e Vítimas da chuva em Salvador

Em 25/04, sábado passado, um forte terremoto (além de outros 90 abalos que ocorreram depois) matou 5 mil pessoas e deixou mais de 10 mil feridos no Nepal, principalmente na região de Katmandu. 

De longe, não há muito a se fazer, mas podemos ajudar com doações. Em Campinas, haverá um posto de coleta de roupas e alimentos não perecíveis na academia Companhia Atlética do Galleria Shopping, mas também podemos ajudar fazendo doações para entidades idôneas que estão atuando na região. 

As ONGs presentes na região são:

Além dessa catástrofe, também não podemos nos esquecer das vítimas da chuva em Salvador/BA. Quem tiver informações sobre como ajudar, por favor, poste nos comentários. Até o momento não encontrei fonte idônea sobre doações para Salvador.

sábado, 25 de abril de 2015

Atualizando a cabeça

A placa da minha turma

Estive hoje na Unicamp para a III Jornada de Alergia e Imunologia no Consultório, promovida pela Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP). 


Foi bom rever meus professores, colegas e amigos e ver que, não importa os avanços tecnológicos e a criação de fórmulas infantis, o melhor mesmo, tanto para prevenir doenças alérgicas quanto para promover a nutrição e a recuperação da criança, ainda é o leite materno, quando ele é uma alternativa viável para a família.

Viva o tetê :)

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Saiu hoje no Bom Dia Brasil...

Com a palavra, a Sociedade de Pediatria de São Paulo:

Um dos problemas graves na área Pediátrica foi revelado por uma pesquisa encomendada pela SPSP ao DataFolha. 70% dos pediatras afirmaram ter sofrido algum tipo de agressão em seu espaço de trabalho.

O Pediatra está em falta nos consultórios e os que ainda estão no consultório persistem por amor a profissão. Para resgatar a qualidade do atendimento, é necessária a compreensão por parte da sociedade de que, muitas vezes, o Pediatra está condicionado e limitado a diversos fatores (internos e externos) que o impedem de melhorar sua atuação, da mesma forma que os pais se sentem indignados por não receberem o melhor para os seus filhos no tempo desejável.
 
O resgate das relações entre Pediatras e Pais é fundamental para a melhora em todos os aspectos, para um melhor atendimento, para que o desejo por esta especialidade retorne. 
 
 A SPSP busca a atenção da mídia e de toda a sociedade para este problema. 
 
 Veja a reportagem que saiu hoje, no Bom dia Brasil. Compartilhe! ‪#‎SemAgressãoAoPediatra‬ 
 

quarta-feira, 22 de abril de 2015

18 meses bem mamíferos

Aqui, meu bebê com 6 meses
E, este mês, completamos 18 meses da minha Fofinha, com muitos acidentes de percurso, muitas coisas que não foram planejadas, mas com a felicidade de ainda estar amamentando.

Depois da experiência não muito agradável que foi a amamentação da Fofa (mamadeira com 1 mês, desmame com 5 meses e 1 semana, após retornar ao trabalho), posso dizer que hoje sou plenamente realizada. Amamentei exclusivamente até os 5 meses e meio e, depois das trocentas alergias, continuo amamentando mesmo com o retorno à escolinha. Não aceitou chupeta, não aceitou mamadeira, só toma a fórmula de aminoácidos quando está na escola e, mesmo assim, só toma se for feito mingau e dado na colher, no copo não toma de jeito nenhum.

O bom é que, com essa experiência, pude aprender mais sobre o aleitamento materno e as ações para promovê-lo e PROTEGÊ-LO (porque o que não falta nesse mundo é palpiteiro na vida de uma mãe, não importa quantos filhos ela tenha, seja do ventre ou do coração). Uma coisa é a gente aprender sobre isso na teoria, a outra é vivê-la na prática. 

Porque amamentar dói. Sim, dói. Principalmente nos primeiros dias, quando você está mais fragilizada, os hormônios da gravidez deixando seu corpo a ver navios, com o sono atrasado, a casa naquele estado do uó, e seus bicos ainda estão molinhos. Aí vem aquele bebê faminto, que suga vorazmente e ainda bate com as mãozinhas na mama toda engurgitada e dolorida (!!). Como a descida do leite não é imediata e o bebê perde peso nas primeiras semanas (siiiim, é normal, o bebê fofinho do parto enxuga em alguns dias), você começa a se sentir a pior mãe do mundo e sai em desespero em busca de ajuda. E dependendo da ajuda, ela vem em forma de plástico e lata.

Eu não acho que todas as mulheres deviam amamentar. Tem gente que não se sente confortável com isso, tem mulher que não pode amamentar (por vários motivos) e isso não faz delas "menas maim". Mas eu acho que todas têm que estar confortáveis com a sua escolha e que a família tem que apoiar essa escolha, seja ela qual for. Não há nada pior do que uma mamadeira com palpiteiro falando que era pra dar peito ou do que peito com palpiteiro falando que era pra dar mamadeira. 

Por isso sou a favor da informação. O pré-natal ideal deveria contar com uma consulta com um pediatra, para que os novos papais e mamães pudessem conversar, tirar suas dúvidas e até mesmo TROCAR de pediatra caso o anterior não siga o mesmo raciocínio da família (mas isso, convênio não cobre...). Também gosto muito dos grupos de apoio a amamentação, pena que são tão raros e difíceis de encontrar.

E seguimos em frente. Não há nenhum sinal de que a Fofinha irá largar o tetê dela tão cedo e pretendemos fazer o desmame natural. Enquanto isso, pretendo fazer o curso clínico de manejo em aleitamento materno, só preciso pensar em como amamentar nesse período, porque o curso é em outra cidade...

terça-feira, 14 de abril de 2015

Aprendendo as letras... ops.

Um dia ela vai reclamar disso, mas eu não resisto:
 
- Mamaim, quando a tia fala "P com I faz PI", meu amigo grita "PINÓIA". Por que ele não fala outra palavra?
- Como qual?
- P com I, PI, PIPINO, mamaim.
 
Então, né...?
 
Expliquei que pepino é P com E, mas tem som de PI. Ela ficou brava, falou que eu estava errada, que ela falava pipino, eu falava pipino... a sorte foi que o pai e as duas avós falam pepino, por terem sotaque diferente do nosso.
 
No final do dia, ela veio falando PEpino. Deve ter perguntado para a professora. :D

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Viajando com alérgico - voando com a Azul

Já postei anteriormente que voar com a Azul nem sempre me garante que a bebê e eu iremos comer a bordo, por causa da APLV dela. Por isso, desta vez comprei a passagem pelo Call Center e avisei que os únicos lanches que poderíamos comer eram a batata frita e as balinhas de aviaozinho. 

Problema 1) a atendente foi simpática e anotou isso na reserva, mas disse que não poderia garantir que haveria a batata no vôo. 

Ok, então embarquei com a mala de mão cheia de lanches. 

Em Viracopos, tudo correu bem, equipe de solo gentil, mas ninguém sequer mencionou sobre a observação da reserva. Nem em solo, nem a bordo da aeronave.

Na volta, estava levando duas caixas a mais: uma com biscoitos doces e salgados isentos de leite e proteína de soja, dos mais variados tipos, e um isopor com bolo, ovo de chocolate e doces, todos sem leite e sem soja e congelados. Não havia gelo e tudo estava bem lacrado e acondicionado, mas precisava da etiqueta FRÁGIL, que pedi ao atendente.

Problema 2) o questionamento do indivíduo: "é frágil tipo... garrafa de bebida?"

Ue, então garrafa de bebida merece etiqueta de frágil, mas as comidas especiais minhas e da minha filha, não???

Resultado: as caixas chegaram SEM ROTULAGEM DE FRÁGIL, viradas. Em casa, vi meu ovo de colher com o recheio vazando pela caixa e os doces todos amassados e amontoados no canto. O bolo virou uma grande maçaroca.

Postei o ocorrido na página da Azul Linhas Aéreas Brasileiras no Facebook, esperando só uma retratação, e o que recebi foi isso:


Respondi a postagem, pois o próprio atendente havia dito que o isopor, onde iam os doces, seria aberto e fechado pela equipe de solo, pois tinham que conferir o conteúdo. A resposta foi essa:


Não gostei. Definitivamente, não gostei. A condição da minha filha foi tratada como qualquer coisa. Explicitei que eram produtos para alérgicos e nada. Não queria e não quero ressarcimento financeiro ou material, só queria que fosse solicitado o aeroporto e o vôo para que realmente o caso fosse averiguado. Nos primeiros vôos que fizemos, minha filha passou fome porque imaginei que não poderia embarcar com comida segura. E agora fomos tratadas com descaso. 

quinta-feira, 19 de março de 2015

Um dos melhores amigos das mães


Depois que a gente vira mãe, acaba descobrindo pra que serve um monte de coisas que antes achava supérfluo. E quando a mãe é de alérgico, mais ainda.

A queridinha da vez aqui em casa é a rotuladora. Como tudo, mas absolutamente TUDO tem que ter nome aqui, ficava inviável financeira e logisticamente mandar fazer etiquetas pela internet. Então decidi comprar uma rotuladora para ter em casa. 

Na Kalunga, fui orientada pelo vendedor a adquirir uma P-touch P-70 da Brother. O rolo de etiqueta é fácil de encontrar tanto online quanto na loja física da Kalunga e o preço não é exorbitante. Sem contar que tem opção de etiqueta impermeável e colorida. Mas fui de impermeável e branca, com letras pretas.

Hoje não sei mais viver sem ela. Etiqueto TUDO, os biscoitos pra mandar pra escola, a lata de Neocate, os talheres, os pratos das meninas, os copos, as prateleiras (sim, as prateleiras, porque algumas coisas podem ser consumidas pela Fofa e não pela bebê). 

Eu recomendo muito a aquisição de uma dessas. Facilitou muito a minha vida.

quinta-feira, 12 de março de 2015

Páscoa para alérgicos

Pois é, mal passamos pelo Natal, Ano Novo, férias na fazenda e adivinha quem se aproxima, para o horror das mães de crianças com APLV??
 
Ele... o "coelhinho da Páscoa, que trazes pra mim...?"
 
Aqui em casa, o coelhinho da Páscoa sempre foi fonte de dor de cabeça. Não porque a Fofa tenha algum tipo de alergia alimentar, mas porque sempre ficamos MUITO incomodados com a quantidade assombrosa de chocolate que ela ganha (e não come. Ano passado joguei 3 ovos fora, vencidos). Duro é que a gente fala, fala, mas sempre fica naquela "tadinha, ela gosta tanto..."
 
Aí, este ano, com a Fofinha, a história ficou um pouco mais complicada, porque tem gente que agora NÃO quer dar ovo pra Fofa porque a menor tem alergia!
 
Peraí!
 
Não é porque uma tem alergia que a outra não pode ganhar!
 
Todo o meu trabalho de conscientização familiar tem objetivo contrário a isso! Eu não quero que as minhas filhas sejam excluídas, mas que sejam dados produtos seguros para que as duas participem de tudo (já me basta a mais velha acostumando a comer escondida na cozinha).
 
Então começamos a caça aos ovos sem leite e sem soja.
 
Sem leite não é impossível difícil. Difícil é sem leite E sem soja.
 
E como sempre, a Ouro Moreno salva a vida desta mãe. Mas também estou pesquisando outras opções. Infelizmente, a Qoy não fará ovos sem leite que não sejam amargos (e nem com marshmallow dentro, snif). O ovo da Zeromilk, ao contrário do tablete, não é zero soja também, então sai da lista das escolhas.  E os ovos veganos, em sua maioria, podem conter traços de leite.
 
Claro, sempre existe a forma de ovos e o chocolate sem leite para derreter. :)

quarta-feira, 11 de março de 2015

Desfralde? Mas JÁAAAAA???

Lembrando da experiência traumatizante do desfralde da Fofa, cá estava a mãe, suuuuper tranquila, sem se preocupar com o eventual desfralde da Fofinha, afinal, na primeira vez isso só aconteceu com 2 anos e 6 meses, então, com 1 ano e 4 meses, NADA iria acontecer.
 
Ahã.
 
Vai nessa, mamaim.
 
E não é que a pequenininha resolveu seguir a irmã no banheiro?
 
Agora ela faz xixi ou cocô, segura na fralda, tenta tirar a calça a todo custo, me chama e fala TOTÔ, TOTÔ. E se eu tento despistar, como fiz ontem porque estávamos fora de casa, ela anda sozinha até a porta do banheiro, me chama, abaixa a calça e fica tentando abrir a fralda, apontando pro vaso. Só sossega quando troco a fralda.
 
Detalhe: acabei de comprar capas novas porque não dava tempo de secar com o clima chuvoso.
 
Hora de procurar calcinhas de treinamento...

terça-feira, 10 de março de 2015

Dengosa?

http://pt.wikihow.com/Cuidar-de-Pacientes-com-Dengue
Aqui onde moro, não tem outro assunto mais discutido do que a famigerada DENGUE, pois além de morar em uma cidade cujo número de casos já ultrapassou o do mesmo período de 2014, estou no segundo bairro em números absolutos de casos notificados e confirmados. E agora, com essa chuvinha (boa), o que mais aparece por aqui é mosquito, pernilongo, muriçoca e afins.

Infelizmente, é uma doença não prevenível por vacina; a melhor prevenção continua sendo eliminar os criadouros do mosquito (Aedes aegypti, o mosquito pretinho com pintinhas brancas) e evitar ao máximo as picadas, pois não tem como a gente saber qual mosquito carrega o vírus da dengue e qual não carrega.

Quais os sintomas iniciais?

NOS ADULTOS, o clássico: febre, dor no corpo, dor de cabeça (incluindo a dor retro-orbitária, aquela que parece que tem alguém arrancando os olhos), manchas pelo corpo, fraqueza.

NAS CRIANÇAS, também seguimos o script: febre, dor no corpo, dor de cabeça, manchas pelo corpo, fraqueza, inapetência, podendo chegar a desidratação.

Só que... esses são sintomas muito comuns e típicos de VIROSES, afinal, a dengue também é causada por um vírus. Então, justamente na época em que temos o aumento das "escolites", temos também o aumento dos casos de dengue, que podem até passar sem diagnóstico, portanto, sem notificação.

Sim, porque a dengue é uma doença que deve ser notificada para que as estatísticas cheguem aos órgãos públicos e possibilitem ações preventivas e mostre a necessidade de treinamento dos profissionais de saúde e até o redimensionamento de equipes.

E quais os exames que comprovam a dengue?

Inicialmente, todos os protocolos orientam o exame clínico detalhado, anamnese (história) bem feita: medida de pressão arterial deitado e sentado para ver se há queda de pressão quando se muda de posição, avaliação do estado de hidratação da pessoa (se está fazendo xixi normalmente, fora outros sinais clínicos), prova do laço e orientação de retorno para reavaliação em unidade de saúde, seja ela um consultório, uma UBS ou um Pronto-socorro. Pode ser solicitado um hemograma para ver se não há queda nas plaquetas e nos leucócitos, mas o hemograma sozinho não diagnostica dengue.

Se os sintomas forem sugestivos e a pessoa morar ou estudar em local com muitos casos de dengue, pode ser solicitado o teste rápido para dengue até o terceiro dia do início dos sintomas.

No 6º-7º dia do início dos sintomas, é colhida a sorologia para a definição do caso (positivo ou negativo), cujo resultado não interfere no tratamento, então não tem problema demorar para chegar (demora de 15 a 20 dias). O resultado só faz com que sejam tomadas ações preventivas e de busca ativa a focos do mosquito.

Como saber se o caso foi notificado?

Peça o número do SINAN para quem te atender. Com esse número você também consegue verificar o resultado na UBS da região onde mora (claro que se for positivo, logo as equipes entrarão em contato com você).

E o que tomar?

Dipirona, paracetamol, se tiver febre ou dor e água, suco, isotônicos, soros de reidratação oral, ou seja, tudo que puder ser usado para evitar a desidratação. Na dengue clássica, o maior risco é de desidratação, levando a queda de pressão e até choque hipovolêmico nos casos mais graves. Em QUALQUER sangramento fora do normal, retornar imediatamente à unidade de saúde para avaliação das plaquetas.

Medicações que contenham anti-inflamatórios devem ser evitados, pelo risco de sangramento.

O que usar para evitar a dengue?

Como não existe vacina, o único jeito é evitar a picada. Os fabricantes nacionais orientam que os repelentes só devem ser usados em crianças acima de 2 anos de idade (exceção à Loção Anti-Mosquito da Johnson's Baby, recomendada a partir dos 6 meses de idade), mas a Academia Americana de Pediatria contra-indica o uso de repelentes somente em crianças menores de 2 meses de idade ou com outras patologias, como alergias e feridas na pele.

Sprays inseticidas e até os "de tomada" devem ser evitados quando pensamos em uso prolongado. Nesse caso, é melhor investir mais um pouquinho e colocar telas mosquiteiras em portas e janelas.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Sim, temos pressa!

A ANVISA perguntou e devemos responder: SIM, temos urgência na discussão da rotulagem de alimentos, na inclusão de alergênicos nos rótulos, para maior segurança de nossas crianças!
 
Para opinar (e todos podem), é só acessar o formulário do DATASUS e responder se quer que a discussão ocorra em 6 meses, 1 ano, 1 ano e meio ou 2 anos. Opine no macrotema alimentos - tema 12.
 

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

A vida de uma mãe com um toddler

Eu adoro os vídeos dessa bebê. A Fofinha também. Tanto que sou obrigada a assistir TODOS os vídeos dela pelo menos duas vezes por noite. 

Mas não dá pra não esboçar um sorriso ao ver essa coisinha fofa aprontando...



... e sim, ela tem a mesma idade da bebê aqui de casa.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Passaporte, DE NOVO?

Foto velha, mas a cara do passaporte é a mesma
Sim, sim, chegou a hora de fazer um novo passaporte para a Fofa, porque o dela vence agora em julho deste ano. Como estamos programando uma viagem, já achamos melhor fazer das duas meninas de uma vez.

E começamos novamente com o preenchimento do formulário na internet, agendamento, pagamento da GRU, tirar foto da bebê... só que desta vez, tivemos uma novidade.

A partir de 24/11/2014, a Polícia Federal passou a emitir os novos passportes que podem ter a autorização de viagem impressa, ao invés de ter que solicitar autorização judicial todas as vezes que os menores forem viajar desacompanhados. Mediante a assinatura de formulário de autorização específico, os pais podem solicitar o passaporte das crianças das seguintes maneiras:
  1. Concedendo autorização para que o titular do passaporte, enquanto menor de idade, viaje para o exterior com somente UM DOS GENITORES, independente de qual seja.
  2. Concedendo autorização para que o titular do passaporte, enquanto menor de idade, viaje para o exterior com UM DOS GENITORES OU DESACOMPANHADO;
  3. Do jeito que já era estabelecido, com necessidade de apresentação de autorização de viagem, caso esteja desacompanhado ou com somente um dos genitores.
Esse formulário deve ser assinado por ambos os genitores, na presença do agente da Polícia Federal no posto de emissão de passaportes. Caso um dos genitores não possa estar presente no momento da solicitação do passaporte, deverá fazer uma procuração em cartório.

Agora o passaporte também vem com a filiação escrita. Ou seja, não precisa mais carregar o passaporte E a certidão de nascimento ou RG da criança.

A parte hardcore ficou por conta da foto... agora a Fofa teve que tirar a foto no posto de emissão... ficamos quase 30 minutos esperando ela parar de rir pro agente...

Documentando

São fofinhos. :)

Hoje tiramos a manhã para fazer a carteira de identidade (RG) das meninas. Felizmente moramos no estado de SP e em uma cidade onde tem duas unidades do Poupatempo, porque se eu tivesse que sair do local para fazer alguma etapa do processo com aquelas duas criancinhas, eu tinha sentado no chão e chorado ido embora e deixado pra levar uma de cada vez.

Tudo começou com o agendamento. Mamães e papais, não saiam de casa sem o agendamento. Sério. Poupa muito estresse. É só entrar no site AgendaSP, fazer o cadastro do responsável e agendar até 3 dependentes por CPF. 

Feito isso, é hora de juntar os documentos:
  1. Certidão de nascimento ORIGINAL E CÓPIA SIMPLES (minha mãe já viu gente chegando pra tirar o RG sem a certidão de nascimento e brigando com a atendente. Oi?)
  2. CPF ORIGINAL caso queira que o número apareça no RG.
  3. Foto 3x4 colorida ou preto e branco, com fundo branco e recente. O posto do Campinas Shopping não tira foto na hora, GRAÇAS A DEUS, porque demoramos 20 minutos pra fazer a Fofa parar de rir quando fomos tirar o passaporte e quando fomos tirar a foto dela pro RG.
  4. RG original do pai ou da mãe (depende de quem estiver junto). 
  5. Autorização pra confecção de RG para menores de 16 anos SE O PAI OU A MÃE NÃO ESTIVEREM JUNTO na hora de fazer o documento.
  6. Protocolo de agendamento. Sim, o moço pede pra ver o número do protocolo pra liberar a entrada.
E, a menos que você more ou trabalhe ao lado do Poupatempo, peça NA TRIAGEM para pagar a taxa de entrega por SEDEX. Hoje paguei R$9,09 para enviar os dois documentos pra casa, no posto do Banco do Brasil do próprio Poupatempo. De posse do comprovante, voltei pra triagem, peguei as senhas sequenciais das meninas e achei que ia sentar.

Fofinha linda que está aprendendo a andar resolveu que queria engatinhar e subir em todos os bancos. Fofa mais velha resolveu que estava com calor e tirou o casaco e ficou girando pelas mangas . E chamaram a senha de uma. E a senha da outra. Em mesas separadas. E diametralmente opostas uma da outra. 

Pai pegou a Fofa, eu peguei a Fofinha e fomos até as mesas. Tiveram seus dedos pintados de preto, carimbaram os formulários e quase desmontaram pai e mãe. Nem perguntei quanto tempo demora pro documento ficar pronto.

Pelo menos já tiramos os passaportes. Cuja saga fica pra outro post.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Viajando com alérgico - Cuiabá e interior do MT

Olá e Feliz Ano Novo!

Ficamos um tempo fora engordando a bebê passeando com a família, e conhecendo lugares diferentes.

Foi a primeira vez que a Fofinha foi para o Mato Grosso, mas a Fofa já tinha passeado na casa da vovó outras vezes. Claro, naquela época a única preocupação era a asma, e desta vez tinhamos todo um arsenal de fórmula infantil, comida, cremes, remédios a ser levado na mala. Fomos de Azul Linhas Aéreas Brasileiras já contando com o Espaço Azul (porque viajar com bebê no colo naquele aperto do uó ninguém merece).

Aí nos deparamos com um probleminha... não encontrei nenhuma opção no site da Azul que me permitisse avisar que estava viajando com um alérgico a leite, soja, banana, batata e manga. Talvez ligar no SAC tivesse me ajudado nessa tarefa, mas a Fofinha está ficando cada vez mais terrível, então usar telefone/computador/qualquer outra coisa que não inclua a Popó (Galinha Pintadinha), com ela acordada, é fora de cogitação. E quem disse que ela dormia vendo toda a agitação dos preparativos?

Embarcamos e... na hora do lanche, pudemos contar só com as balinhas de goma em formato de aviãozinho. E as uvas-passas e um pacote de sequilho sem leite que levei na bagagem de mão. Desnecessário dizer que chegamos em Cuiabá com uma fome do cão,  no meio da tarde (lugar pra uma boa refeição? Só no shopping) e tivemos a péssima idéia de deixar pra jantar no hotel.

A comida estava ótima, mas a demora era tanta que a Fofinha gritava PAPÁ PAPÁ PAPÁ PAPÁAAAAAAAAAAAAAA dentro do restaurante... e nessas horas, leite materno "não sustenta", ela queria comida de sal mesmo.

No dia seguinte, fomos conhecer a tal Padaria do Moinho, pois o titio querido das meninas e padrinho da Fofinha disse que lá encontraríamos comidas diferentes e até sem leite. Então... bem... ter, até tinha. Mas QUASE TUDO com traços de leite, soja e oleaginosas. Ela reage bem pouco agora, mas não quisemos arriscar marcas que nunca testamos. Almoçamos e partimos para 4 horas de estrada rumo a Denise/MT (ahã, existe uma cidade chamada Denise).

Nisso pensamos: vamos ficar todos esses dias na casa da vovó, comendo só o que foi feito na casa da vovó, com a despensa cheia das coisinhas permitidas, o que poderia acontecer?

Erm... que tal parentes fazendo pudim de leite condensado, strogonoff com creme de leite e lavando tudo na mesma pia? E trocando as esponjas já separadas? E usando a mesma faca da manteiga pra cortar o pão e colocar na geléia? E usando o mixer que foi separado para ser usado com o Neocate? Quase enlouqueci nos primeiros dias, mas depois as coisas foram entrando nos eixos. Minhas coisas e as da Isabella foram separadas em outra geladeira e só eu lavava os utensílios usados sem leite. Até pão caseiro sem leite foi feito pra gente.

E foi nesse lugar tão distante de casa que conhecemos os biscoitos Liane. Eu já tinha ouvido falar, mas nunca procurei porque tinha lecitina de soja, mas depois da viagem a São Paulo e à passadinha na Lilóri, vimos que a bebê não reage à lecitina. Aqui a gente só acha em alguns mercadinhos. Lá... encontrei em quase todas as cidades da região. Achei em Denise e em Nova Olímpia, mas com TANTA variedade, que só faltei chorar agarrada no carrinho do mercado. Enchi uma das malas e vim feliz para casa, porque agora a Fofa também pode comer biscoitos sem ter medo da irmã pegar sem saber.

20 dias depois, voltamos para a segurança do nosso lar. Claro que passamos por mais 4 horas de estrada (com direito a parada pra Fofa comer pastel e trocar a fralda da bebê...) e mais 2 horas de vôo enchendo a barriga com biscoito, uva passa e gominha de aviãozinho. 
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