terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Viajando com alérgico - Cuiabá e interior do MT

Olá e Feliz Ano Novo!

Ficamos um tempo fora engordando a bebê passeando com a família, e conhecendo lugares diferentes.

Foi a primeira vez que a Fofinha foi para o Mato Grosso, mas a Fofa já tinha passeado na casa da vovó outras vezes. Claro, naquela época a única preocupação era a asma, e desta vez tinhamos todo um arsenal de fórmula infantil, comida, cremes, remédios a ser levado na mala. Fomos de Azul Linhas Aéreas Brasileiras já contando com o Espaço Azul (porque viajar com bebê no colo naquele aperto do uó ninguém merece).

Aí nos deparamos com um probleminha... não encontrei nenhuma opção no site da Azul que me permitisse avisar que estava viajando com um alérgico a leite, soja, banana, batata e manga. Talvez ligar no SAC tivesse me ajudado nessa tarefa, mas a Fofinha está ficando cada vez mais terrível, então usar telefone/computador/qualquer outra coisa que não inclua a Popó (Galinha Pintadinha), com ela acordada, é fora de cogitação. E quem disse que ela dormia vendo toda a agitação dos preparativos?

Embarcamos e... na hora do lanche, pudemos contar só com as balinhas de goma em formato de aviãozinho. E as uvas-passas e um pacote de sequilho sem leite que levei na bagagem de mão. Desnecessário dizer que chegamos em Cuiabá com uma fome do cão,  no meio da tarde (lugar pra uma boa refeição? Só no shopping) e tivemos a péssima idéia de deixar pra jantar no hotel.

A comida estava ótima, mas a demora era tanta que a Fofinha gritava PAPÁ PAPÁ PAPÁ PAPÁAAAAAAAAAAAAAA dentro do restaurante... e nessas horas, leite materno "não sustenta", ela queria comida de sal mesmo.

No dia seguinte, fomos conhecer a tal Padaria do Moinho, pois o titio querido das meninas e padrinho da Fofinha disse que lá encontraríamos comidas diferentes e até sem leite. Então... bem... ter, até tinha. Mas QUASE TUDO com traços de leite, soja e oleaginosas. Ela reage bem pouco agora, mas não quisemos arriscar marcas que nunca testamos. Almoçamos e partimos para 4 horas de estrada rumo a Denise/MT (ahã, existe uma cidade chamada Denise).

Nisso pensamos: vamos ficar todos esses dias na casa da vovó, comendo só o que foi feito na casa da vovó, com a despensa cheia das coisinhas permitidas, o que poderia acontecer?

Erm... que tal parentes fazendo pudim de leite condensado, strogonoff com creme de leite e lavando tudo na mesma pia? E trocando as esponjas já separadas? E usando a mesma faca da manteiga pra cortar o pão e colocar na geléia? E usando o mixer que foi separado para ser usado com o Neocate? Quase enlouqueci nos primeiros dias, mas depois as coisas foram entrando nos eixos. Minhas coisas e as da Isabella foram separadas em outra geladeira e só eu lavava os utensílios usados sem leite. Até pão caseiro sem leite foi feito pra gente.

E foi nesse lugar tão distante de casa que conhecemos os biscoitos Liane. Eu já tinha ouvido falar, mas nunca procurei porque tinha lecitina de soja, mas depois da viagem a São Paulo e à passadinha na Lilóri, vimos que a bebê não reage à lecitina. Aqui a gente só acha em alguns mercadinhos. Lá... encontrei em quase todas as cidades da região. Achei em Denise e em Nova Olímpia, mas com TANTA variedade, que só faltei chorar agarrada no carrinho do mercado. Enchi uma das malas e vim feliz para casa, porque agora a Fofa também pode comer biscoitos sem ter medo da irmã pegar sem saber.

20 dias depois, voltamos para a segurança do nosso lar. Claro que passamos por mais 4 horas de estrada (com direito a parada pra Fofa comer pastel e trocar a fralda da bebê...) e mais 2 horas de vôo enchendo a barriga com biscoito, uva passa e gominha de aviãozinho. 
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