quinta-feira, 19 de março de 2015

Um dos melhores amigos das mães


Depois que a gente vira mãe, acaba descobrindo pra que serve um monte de coisas que antes achava supérfluo. E quando a mãe é de alérgico, mais ainda.

A queridinha da vez aqui em casa é a rotuladora. Como tudo, mas absolutamente TUDO tem que ter nome aqui, ficava inviável financeira e logisticamente mandar fazer etiquetas pela internet. Então decidi comprar uma rotuladora para ter em casa. 

Na Kalunga, fui orientada pelo vendedor a adquirir uma P-touch P-70 da Brother. O rolo de etiqueta é fácil de encontrar tanto online quanto na loja física da Kalunga e o preço não é exorbitante. Sem contar que tem opção de etiqueta impermeável e colorida. Mas fui de impermeável e branca, com letras pretas.

Hoje não sei mais viver sem ela. Etiqueto TUDO, os biscoitos pra mandar pra escola, a lata de Neocate, os talheres, os pratos das meninas, os copos, as prateleiras (sim, as prateleiras, porque algumas coisas podem ser consumidas pela Fofa e não pela bebê). 

Eu recomendo muito a aquisição de uma dessas. Facilitou muito a minha vida.

quinta-feira, 12 de março de 2015

Páscoa para alérgicos

Pois é, mal passamos pelo Natal, Ano Novo, férias na fazenda e adivinha quem se aproxima, para o horror das mães de crianças com APLV??
 
Ele... o "coelhinho da Páscoa, que trazes pra mim...?"
 
Aqui em casa, o coelhinho da Páscoa sempre foi fonte de dor de cabeça. Não porque a Fofa tenha algum tipo de alergia alimentar, mas porque sempre ficamos MUITO incomodados com a quantidade assombrosa de chocolate que ela ganha (e não come. Ano passado joguei 3 ovos fora, vencidos). Duro é que a gente fala, fala, mas sempre fica naquela "tadinha, ela gosta tanto..."
 
Aí, este ano, com a Fofinha, a história ficou um pouco mais complicada, porque tem gente que agora NÃO quer dar ovo pra Fofa porque a menor tem alergia!
 
Peraí!
 
Não é porque uma tem alergia que a outra não pode ganhar!
 
Todo o meu trabalho de conscientização familiar tem objetivo contrário a isso! Eu não quero que as minhas filhas sejam excluídas, mas que sejam dados produtos seguros para que as duas participem de tudo (já me basta a mais velha acostumando a comer escondida na cozinha).
 
Então começamos a caça aos ovos sem leite e sem soja.
 
Sem leite não é impossível difícil. Difícil é sem leite E sem soja.
 
E como sempre, a Ouro Moreno salva a vida desta mãe. Mas também estou pesquisando outras opções. Infelizmente, a Qoy não fará ovos sem leite que não sejam amargos (e nem com marshmallow dentro, snif). O ovo da Zeromilk, ao contrário do tablete, não é zero soja também, então sai da lista das escolhas.  E os ovos veganos, em sua maioria, podem conter traços de leite.
 
Claro, sempre existe a forma de ovos e o chocolate sem leite para derreter. :)

quarta-feira, 11 de março de 2015

Desfralde? Mas JÁAAAAA???

Lembrando da experiência traumatizante do desfralde da Fofa, cá estava a mãe, suuuuper tranquila, sem se preocupar com o eventual desfralde da Fofinha, afinal, na primeira vez isso só aconteceu com 2 anos e 6 meses, então, com 1 ano e 4 meses, NADA iria acontecer.
 
Ahã.
 
Vai nessa, mamaim.
 
E não é que a pequenininha resolveu seguir a irmã no banheiro?
 
Agora ela faz xixi ou cocô, segura na fralda, tenta tirar a calça a todo custo, me chama e fala TOTÔ, TOTÔ. E se eu tento despistar, como fiz ontem porque estávamos fora de casa, ela anda sozinha até a porta do banheiro, me chama, abaixa a calça e fica tentando abrir a fralda, apontando pro vaso. Só sossega quando troco a fralda.
 
Detalhe: acabei de comprar capas novas porque não dava tempo de secar com o clima chuvoso.
 
Hora de procurar calcinhas de treinamento...

terça-feira, 10 de março de 2015

Dengosa?

http://pt.wikihow.com/Cuidar-de-Pacientes-com-Dengue
Aqui onde moro, não tem outro assunto mais discutido do que a famigerada DENGUE, pois além de morar em uma cidade cujo número de casos já ultrapassou o do mesmo período de 2014, estou no segundo bairro em números absolutos de casos notificados e confirmados. E agora, com essa chuvinha (boa), o que mais aparece por aqui é mosquito, pernilongo, muriçoca e afins.

Infelizmente, é uma doença não prevenível por vacina; a melhor prevenção continua sendo eliminar os criadouros do mosquito (Aedes aegypti, o mosquito pretinho com pintinhas brancas) e evitar ao máximo as picadas, pois não tem como a gente saber qual mosquito carrega o vírus da dengue e qual não carrega.

Quais os sintomas iniciais?

NOS ADULTOS, o clássico: febre, dor no corpo, dor de cabeça (incluindo a dor retro-orbitária, aquela que parece que tem alguém arrancando os olhos), manchas pelo corpo, fraqueza.

NAS CRIANÇAS, também seguimos o script: febre, dor no corpo, dor de cabeça, manchas pelo corpo, fraqueza, inapetência, podendo chegar a desidratação.

Só que... esses são sintomas muito comuns e típicos de VIROSES, afinal, a dengue também é causada por um vírus. Então, justamente na época em que temos o aumento das "escolites", temos também o aumento dos casos de dengue, que podem até passar sem diagnóstico, portanto, sem notificação.

Sim, porque a dengue é uma doença que deve ser notificada para que as estatísticas cheguem aos órgãos públicos e possibilitem ações preventivas e mostre a necessidade de treinamento dos profissionais de saúde e até o redimensionamento de equipes.

E quais os exames que comprovam a dengue?

Inicialmente, todos os protocolos orientam o exame clínico detalhado, anamnese (história) bem feita: medida de pressão arterial deitado e sentado para ver se há queda de pressão quando se muda de posição, avaliação do estado de hidratação da pessoa (se está fazendo xixi normalmente, fora outros sinais clínicos), prova do laço e orientação de retorno para reavaliação em unidade de saúde, seja ela um consultório, uma UBS ou um Pronto-socorro. Pode ser solicitado um hemograma para ver se não há queda nas plaquetas e nos leucócitos, mas o hemograma sozinho não diagnostica dengue.

Se os sintomas forem sugestivos e a pessoa morar ou estudar em local com muitos casos de dengue, pode ser solicitado o teste rápido para dengue até o terceiro dia do início dos sintomas.

No 6º-7º dia do início dos sintomas, é colhida a sorologia para a definição do caso (positivo ou negativo), cujo resultado não interfere no tratamento, então não tem problema demorar para chegar (demora de 15 a 20 dias). O resultado só faz com que sejam tomadas ações preventivas e de busca ativa a focos do mosquito.

Como saber se o caso foi notificado?

Peça o número do SINAN para quem te atender. Com esse número você também consegue verificar o resultado na UBS da região onde mora (claro que se for positivo, logo as equipes entrarão em contato com você).

E o que tomar?

Dipirona, paracetamol, se tiver febre ou dor e água, suco, isotônicos, soros de reidratação oral, ou seja, tudo que puder ser usado para evitar a desidratação. Na dengue clássica, o maior risco é de desidratação, levando a queda de pressão e até choque hipovolêmico nos casos mais graves. Em QUALQUER sangramento fora do normal, retornar imediatamente à unidade de saúde para avaliação das plaquetas.

Medicações que contenham anti-inflamatórios devem ser evitados, pelo risco de sangramento.

O que usar para evitar a dengue?

Como não existe vacina, o único jeito é evitar a picada. Os fabricantes nacionais orientam que os repelentes só devem ser usados em crianças acima de 2 anos de idade (exceção à Loção Anti-Mosquito da Johnson's Baby, recomendada a partir dos 6 meses de idade), mas a Academia Americana de Pediatria contra-indica o uso de repelentes somente em crianças menores de 2 meses de idade ou com outras patologias, como alergias e feridas na pele.

Sprays inseticidas e até os "de tomada" devem ser evitados quando pensamos em uso prolongado. Nesse caso, é melhor investir mais um pouquinho e colocar telas mosquiteiras em portas e janelas.

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