quarta-feira, 29 de abril de 2015

O temido "terrible two"

Papatu, mamaim, té papatu, papatu, papatu, bunheeeeeeee!!!!

Quando decidimos ter mais um filho, sabemos que passaremos por todas as fases novamente. A amamentação, as fraldas, as cólicas, a introdução alimentar, as primeiras palavras e...

... o terrible two

Chamada de "primeira adolescência" por alguns autores, essa fase pode começar aos 18 meses e é caracterizada por teimosia, desafios, crises de birra, justamente porque as crianças estão deixando de ser bebês espectadores para protagonizar a sua história. Não vão mais aceitar passivamente tudo o que lhes for imposto (a gente consegue, mas vai ouvir muito na-não antes de conseguir) e vão começar a mostrar sinais de sua personalidade.

A foto do início, por exemplo, foi tirada enquanto a Fofinha rolava furiosamente na cama porque não queria dormir de macacão com pezinho, queria dormir de "papatu".

O que fazer?

Além de ter vontade de sumir, precisamos manter a calma e o pulso firme. Esta é a fase em que precisamos dar limites para os nossos não-tão bebês, mas também dar muito carinho e afeto (embora tenha dias que dá vontade de fingir que não conhecemos a criança).

E a certeza de que ISSO PASSA. Depois vem a fase dos porquês e que dura mais tempo, mas o terrible two passa e fica só a lembrança das pérolas que surgem nesse período.

Terremoto no Nepal e Vítimas da chuva em Salvador

Em 25/04, sábado passado, um forte terremoto (além de outros 90 abalos que ocorreram depois) matou 5 mil pessoas e deixou mais de 10 mil feridos no Nepal, principalmente na região de Katmandu. 

De longe, não há muito a se fazer, mas podemos ajudar com doações. Em Campinas, haverá um posto de coleta de roupas e alimentos não perecíveis na academia Companhia Atlética do Galleria Shopping, mas também podemos ajudar fazendo doações para entidades idôneas que estão atuando na região. 

As ONGs presentes na região são:

Além dessa catástrofe, também não podemos nos esquecer das vítimas da chuva em Salvador/BA. Quem tiver informações sobre como ajudar, por favor, poste nos comentários. Até o momento não encontrei fonte idônea sobre doações para Salvador.

sábado, 25 de abril de 2015

Atualizando a cabeça

A placa da minha turma

Estive hoje na Unicamp para a III Jornada de Alergia e Imunologia no Consultório, promovida pela Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP). 


Foi bom rever meus professores, colegas e amigos e ver que, não importa os avanços tecnológicos e a criação de fórmulas infantis, o melhor mesmo, tanto para prevenir doenças alérgicas quanto para promover a nutrição e a recuperação da criança, ainda é o leite materno, quando ele é uma alternativa viável para a família.

Viva o tetê :)

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Saiu hoje no Bom Dia Brasil...

Com a palavra, a Sociedade de Pediatria de São Paulo:

Um dos problemas graves na área Pediátrica foi revelado por uma pesquisa encomendada pela SPSP ao DataFolha. 70% dos pediatras afirmaram ter sofrido algum tipo de agressão em seu espaço de trabalho.

O Pediatra está em falta nos consultórios e os que ainda estão no consultório persistem por amor a profissão. Para resgatar a qualidade do atendimento, é necessária a compreensão por parte da sociedade de que, muitas vezes, o Pediatra está condicionado e limitado a diversos fatores (internos e externos) que o impedem de melhorar sua atuação, da mesma forma que os pais se sentem indignados por não receberem o melhor para os seus filhos no tempo desejável.
 
O resgate das relações entre Pediatras e Pais é fundamental para a melhora em todos os aspectos, para um melhor atendimento, para que o desejo por esta especialidade retorne. 
 
 A SPSP busca a atenção da mídia e de toda a sociedade para este problema. 
 
 Veja a reportagem que saiu hoje, no Bom dia Brasil. Compartilhe! ‪#‎SemAgressãoAoPediatra‬ 
 

quarta-feira, 22 de abril de 2015

18 meses bem mamíferos

Aqui, meu bebê com 6 meses
E, este mês, completamos 18 meses da minha Fofinha, com muitos acidentes de percurso, muitas coisas que não foram planejadas, mas com a felicidade de ainda estar amamentando.

Depois da experiência não muito agradável que foi a amamentação da Fofa (mamadeira com 1 mês, desmame com 5 meses e 1 semana, após retornar ao trabalho), posso dizer que hoje sou plenamente realizada. Amamentei exclusivamente até os 5 meses e meio e, depois das trocentas alergias, continuo amamentando mesmo com o retorno à escolinha. Não aceitou chupeta, não aceitou mamadeira, só toma a fórmula de aminoácidos quando está na escola e, mesmo assim, só toma se for feito mingau e dado na colher, no copo não toma de jeito nenhum.

O bom é que, com essa experiência, pude aprender mais sobre o aleitamento materno e as ações para promovê-lo e PROTEGÊ-LO (porque o que não falta nesse mundo é palpiteiro na vida de uma mãe, não importa quantos filhos ela tenha, seja do ventre ou do coração). Uma coisa é a gente aprender sobre isso na teoria, a outra é vivê-la na prática. 

Porque amamentar dói. Sim, dói. Principalmente nos primeiros dias, quando você está mais fragilizada, os hormônios da gravidez deixando seu corpo a ver navios, com o sono atrasado, a casa naquele estado do uó, e seus bicos ainda estão molinhos. Aí vem aquele bebê faminto, que suga vorazmente e ainda bate com as mãozinhas na mama toda engurgitada e dolorida (!!). Como a descida do leite não é imediata e o bebê perde peso nas primeiras semanas (siiiim, é normal, o bebê fofinho do parto enxuga em alguns dias), você começa a se sentir a pior mãe do mundo e sai em desespero em busca de ajuda. E dependendo da ajuda, ela vem em forma de plástico e lata.

Eu não acho que todas as mulheres deviam amamentar. Tem gente que não se sente confortável com isso, tem mulher que não pode amamentar (por vários motivos) e isso não faz delas "menas maim". Mas eu acho que todas têm que estar confortáveis com a sua escolha e que a família tem que apoiar essa escolha, seja ela qual for. Não há nada pior do que uma mamadeira com palpiteiro falando que era pra dar peito ou do que peito com palpiteiro falando que era pra dar mamadeira. 

Por isso sou a favor da informação. O pré-natal ideal deveria contar com uma consulta com um pediatra, para que os novos papais e mamães pudessem conversar, tirar suas dúvidas e até mesmo TROCAR de pediatra caso o anterior não siga o mesmo raciocínio da família (mas isso, convênio não cobre...). Também gosto muito dos grupos de apoio a amamentação, pena que são tão raros e difíceis de encontrar.

E seguimos em frente. Não há nenhum sinal de que a Fofinha irá largar o tetê dela tão cedo e pretendemos fazer o desmame natural. Enquanto isso, pretendo fazer o curso clínico de manejo em aleitamento materno, só preciso pensar em como amamentar nesse período, porque o curso é em outra cidade...

terça-feira, 14 de abril de 2015

Aprendendo as letras... ops.

Um dia ela vai reclamar disso, mas eu não resisto:
 
- Mamaim, quando a tia fala "P com I faz PI", meu amigo grita "PINÓIA". Por que ele não fala outra palavra?
- Como qual?
- P com I, PI, PIPINO, mamaim.
 
Então, né...?
 
Expliquei que pepino é P com E, mas tem som de PI. Ela ficou brava, falou que eu estava errada, que ela falava pipino, eu falava pipino... a sorte foi que o pai e as duas avós falam pepino, por terem sotaque diferente do nosso.
 
No final do dia, ela veio falando PEpino. Deve ter perguntado para a professora. :D

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Viajando com alérgico - voando com a Azul

Já postei anteriormente que voar com a Azul nem sempre me garante que a bebê e eu iremos comer a bordo, por causa da APLV dela. Por isso, desta vez comprei a passagem pelo Call Center e avisei que os únicos lanches que poderíamos comer eram a batata frita e as balinhas de aviaozinho. 

Problema 1) a atendente foi simpática e anotou isso na reserva, mas disse que não poderia garantir que haveria a batata no vôo. 

Ok, então embarquei com a mala de mão cheia de lanches. 

Em Viracopos, tudo correu bem, equipe de solo gentil, mas ninguém sequer mencionou sobre a observação da reserva. Nem em solo, nem a bordo da aeronave.

Na volta, estava levando duas caixas a mais: uma com biscoitos doces e salgados isentos de leite e proteína de soja, dos mais variados tipos, e um isopor com bolo, ovo de chocolate e doces, todos sem leite e sem soja e congelados. Não havia gelo e tudo estava bem lacrado e acondicionado, mas precisava da etiqueta FRÁGIL, que pedi ao atendente.

Problema 2) o questionamento do indivíduo: "é frágil tipo... garrafa de bebida?"

Ue, então garrafa de bebida merece etiqueta de frágil, mas as comidas especiais minhas e da minha filha, não???

Resultado: as caixas chegaram SEM ROTULAGEM DE FRÁGIL, viradas. Em casa, vi meu ovo de colher com o recheio vazando pela caixa e os doces todos amassados e amontoados no canto. O bolo virou uma grande maçaroca.

Postei o ocorrido na página da Azul Linhas Aéreas Brasileiras no Facebook, esperando só uma retratação, e o que recebi foi isso:


Respondi a postagem, pois o próprio atendente havia dito que o isopor, onde iam os doces, seria aberto e fechado pela equipe de solo, pois tinham que conferir o conteúdo. A resposta foi essa:


Não gostei. Definitivamente, não gostei. A condição da minha filha foi tratada como qualquer coisa. Explicitei que eram produtos para alérgicos e nada. Não queria e não quero ressarcimento financeiro ou material, só queria que fosse solicitado o aeroporto e o vôo para que realmente o caso fosse averiguado. Nos primeiros vôos que fizemos, minha filha passou fome porque imaginei que não poderia embarcar com comida segura. E agora fomos tratadas com descaso. 
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