quinta-feira, 28 de maio de 2015

Adote um sorriso!

Pediatra voluntário atendendo em seu consultório. Foto enviada pela GSK para divulgação.
Você já ouviu falar da campanha "Adotei um Sorriso?"

Promovida pela Fundação Abrinq, é um programa que visa a ação voluntária para a melhoria da qualidade de vida de crianças e adolescentes. Inicialmente mobilizando dentistas, hoje o programa envolve nutricionistas, pediatras, psicólogos, fonoaudiólogos e oftalmologistas que queiram se voluntariar, seja atendendo crianças e/ou adolescentes em seus consultórios particulares, ou desenvolvendo uma ação de saúde preventiva em uma organização social em sua região.

Dados da Fundação Abrinq mostram que já é uma campanha que fez a diferença para muitas crianças e adolescentes. Desde o início da "Adotei um Sorriso", já temos: 
  • 214 municípios participantes de 24 estados brasileiros
  • 339 organizações sociais participantes
  • 1488 voluntários reconhecidos em 2014
  • 2183 crianças e adolescentes beneficiados com ações clínicas em 2014
  • 9982 crianças e adolescentes beneficiados com ações clínicas desde o início do programa
  • 39422 crianças e adolescentes beneficiados com ações institucionais em 2014
  • 257269 crianças e adolescentes beneficiados com ações institucionais desde o início do programa
Dados da página da Fundação Abrinq, acessada em 28/05/2015

E agora, a farmacêutica inglesa GSK acaba de lançar seu apoio nacional ao programa "Adotei um Sorriso", pretendendo mobilizar pediatras de mais de 180 cidades do país a abraçar sua causa por meio de sua força de vendas. A meta é mobilizar 500 pediatras a participarem da iniciativa até outubro.

Quer conhecer mais sobre o programa? Acesse www.abraceessacausa.com.br e comente sobre ele com seus conhecidos e amigos. 

Juntos, podemos fazer a diferença.

Post produzido por solicitação da GSK para fins de divulgação.
Não houve pagamento pela matéria ou benefício pessoal pela publicação.

terça-feira, 26 de maio de 2015

A língua do P

- Mamaim! Papapapapopoca!

E eis que me aparece um bebê lindo correndo com o saco de milho de pipoca, todo feliz, me pedindo pra estourar pipoca.

Adoro a época de aquisição da linguagem.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Vacina contra meningococo B



A mais nova vacina a chegar ao Brasil é a vacina contra o meningococo B (MenB), já disponível em clínicas privadas (no SUS, ainda sem previsão). Trazida pelo laboratório Novartis, pode ser aplicada a partir dos 2 meses e está licenciada para uso em pessoas até 50 anos de idade.

Aí você para e pensa: como assim? Já temos a vacina contra o meningococo C na rede pública, aí chega a ACWY na rede privada e me aparece uma nova vacina? Uma não substitui a outra?

Respondendo: mais ou menos. A ACWY substitui a C, pois já a contempla em sua composição, mas a B, não. 

A doença meningocócica invasiva (porque você pode ter meningite ou doença meningocócica causada pelo meningococo, cujo nome completinho é Neisseria meningitidis) pode ser causada por cinco sorogrupos já presentes no Brasil: o A, B, C, W135 e Y. Atualmente, com a introdução da vacina contra o sorogrupo C, o MenB passou a representar a principal causa da doença entre crianças menores de 5 anos de idade, chegando a ser 100% nas crianças entre 12 e 23 meses de idade. A vacina trazida ao Brasil confere proteção contra 81% dos meningococos B circulantes no país.

A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM) orienta para que as crianças e adolescentes ainda não vacinados tenham seu esquema iniciado o mais rápido possível, sendo que, para maiores de 1 ano, são necessárias 2 doses com intervalo de 2 meses entre cada uma delas. A soroconversão ocorre entre 7 a 10 dias após a aplicação.

O esquema de doses recomendados é:

2 a 5 meses -------------- 3 doses ---------------------- reforço entre 12 e 15 meses
6 a 11 meses ------------- 2 doses ---------------------- reforço no 2ºano de vida, com intervalo minimo
                                                                                   de 2 meses da última dose
12 meses a 10 anos ----- 2 doses ---------------------- sem reforço
11 anos + ----------------- 2 doses ---------------------- sem reforço

A recomendação da SBIM, contemplando todas as vacinas existentes no Brasil (ou seja, cobrindo todos os sorogrupos vacináveis), é:
  • 3 meses: Meningocócica C conjugada e Meningocócica B; 
  • 5 meses: Meningocócica C conjugada e Meningocócica B;
  • 7 meses: Meningocócica B; 
  • 12 a 15 meses: Meningocócica conjugada ACWY (ou Meningocócica C conjugada) e Meningocócica B.
CLARO que isso não significa que você tem que ir correndo pras clínicas privadas para vacinar as crianças agora. Não estamos em epidemia ou surto. Mas significa que é prudente começar a planejar como e quando vacinar as crianças, pois não dá pra esquecer que, por serem vacinas novas, são caras.

[EDIT 26/05/2015] A vacina, na verdade, veio pelo laboratório Novartis, sem nome comercial definido. A caixa e a bula vêm com a identificação "vacina contra meningococo B".

segunda-feira, 18 de maio de 2015

O chiado, coisas que testamos por aqui e outras coisinhas...

Quem acompanha fanpage no Facebook deve ter percebido que esta última semana foi bem fraquinha de atualizações. E sei também que, quem acompanha o blog a mais tempo, sabe que a rotina aqui de casa exige muito, então a frequência de atualizações é indiretamente proporcional ao trabalho que as fofíssimas dão.

No caso, esfriou, veio a temporada de gripes, resfriados e afins e... 

... terminamos com uma Fofinha em uma crise de sibilância bem feia, com direito a corticóide oral, salbutamol spray e nebulizado, uma ida ao PS na madrugada pra fazer inalação com oxigênio e o terceiro antibiótico em três meses. Aí vem o famoso desespero de mãe, criança doente, com febre = criança que não come = criança perdendo peso (que não é fácil de ganhar) absurdamente, AAAAAAAAAAAARRRRRRRGGGGGGGHHHHHHHHHHH!

Então, vamos aproveitar para relembrar coisas importantes para criancinhas que chiam neste frio que está se aproximando:

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1) Vacinar contra a gripe! Pode ser na rede pública (com idades entre 6 meses e 4 anos e 11 meses, fora dessa faixa etária, só com pedido do médico assistente) ou na rede privada, lembrando que, este ano, há diferenças entre as vacinas, pois as clínicas trouxeram a vacina tetravalente (protege contra 4 cepas), enquanto o SUS trouxe a trivalente (3 cepas).

2) Lavar o nariz! Soro, soro, soro e mais soro pra deixar esse nariz limpinho e sem caca. Esse aspirador nasal foi comprado na Petit Papillon de Campinas (mas eles tem loja online também), você coloca a ponta com a florzinha na sua boca, a outra no nariz do bebê e chupa pra aspirar a caca. Tem filtro pra evitar que você engula tudo (eca, mas mãe faz dessas coisas...).

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3) Essa é para crianças que usam corticóide inalatório com espaçador como medicação profilática: usar sua fumacinha todos os dias, do jeitinho que o pediatra prescreveu e orientou. Não se esqueçam de lavar o espaçador uma vez por semana com água com detergente, SEM ESFREGAR, só passando a água por dentro dele (ainda vou fazer um vídeo disso) e deixando secar SEM ENXUGAR COM PANINHO, dá vontade, eu sei, mas resistam. Isso é necessário para evitar que as partículas da medicação grudem no plástico. E tem que agitar o frasquinho, colocar no espaçador, na posição vertical (do jeito da foto), vedar bem a máscara no rosto e apertar. Espera respirar umas 5 vezes e repete pra quantos jatos forem necessários.

E o famoso mantra das mães... paciência, muita paciência...

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Viajando com alérgico - os preparativos



Passaportes tirados, passagens compradas, vacinas tomadas, agora chegou a hora de começar a pensar seriamente nos preparativos para a nossa viagem ao exterior.

Quando era só a Fofa, era fácil. Era fazer as malas, e ir. Porém, agora temos uma Fofinha carregada de alergias alimentares e os preparativos ficaram um pouco mais complicados.

1) Buscamos saber quais vacinas eram necessárias para a viagem. Tiramos o Certificado Internacional de Vacinação contra febre amarela (exigido para a entrada no país escolhido) e iremos vacinados contra a influenza e, as crianças receberão uma dose de vacina meningocócica tetravalente, por precaução.

2) Procuramos uma companhia aérea "amiga de alérgicos". No caso, escolhemos a Swiss, que tem menu especial para alérgicos e também faz refeições sob prescrição médica (desde que avisada com antecedência).

3) Preparamos um plano de emergência escrito, baixado do site da FARE (Food Allergy Research & Education), além de cartas em inglês e receitas médicas em inglês.

4) Preparamos cartões com alertas escritos nos idiomas dos países que iremos visitar (além do multicultural Inglês).

5) Providenciamos as medicações de uso contínuo, tanto para levar na bagagem de mão para uso imediato (Salbutamol e anti-alérgicos) quanto para entrada no país escolhido (tem que ir lacrado na embalagem original).

6) Mais próximo da partida, providenciaremos os lanches seguros, caso aconteça algum imprevisto durante a viagem.

7) Ligamos para o Consulado Geral da Grécia em São Paulo, para saber se eu conseguiria comprar remédios com a receita brasileira (em inglês).

E agora é hora de mandar os bichanos pro tio vet, chamar a tia Santa Pet Sitter e começar a fazer as malas :)
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