quinta-feira, 18 de junho de 2015

Viajando com alérgico - GRÉCIA!

Templo de Poseidon, em Sounio
Olá! Fomos, voltamos e sobrevivemos a esta incrível viagem!

Quem acompanha o blog há um tempo deve ter visto os preparativos para a viagem. Afinal, viajar com alérgico pelo Brasil já é um desafio, viajar para o exterior é quase uma loucura, mas não é impossível.

Tudo começou com a escolha da companhia aérea que nos levaria para a Europa (o destino foi escolhido pelo trabalho do papai, nós fomos de carona). Depois de pesquisar, ficamos entre a Emirates e a Swiss, mas depois de conversar com a agente de viagens, ficamos com a Swiss mesmo. Além de ter um preço melhor do que a Emirates, a Swiss é notadamente reconhecida por seu respeito aos portadores de necessidades especiais (com menus diferenciados) e pelo carinho de sua tripulação com as crianças.

Depois, partimos para os preparativos: receitas médicas em inglês (datadas e carimbadas pela pneumologista pediátrica que acompanha as meninas), relatórios médicos para que eu pudesse embarcar com as medicações na bagagem de mão (não é fundamental, porque nenhum país barra a entrada de medicações em suas caixas originais, mas por segurança é bom levar), modelos de procedimentos de emergência da FARE também datados, carimbados e assinados e cartões de alerta escritos em grego e em inglês.

A partir daí, malas prontas, mãe surtando, crianças ansiosas... fomos para o Aeroporto de Guarulhos.



Duro não é viajar com criança. Duro é ficar naquela ansiedade pra saber se deu tudo certo com a sua reserva e se a refeição virá certa.

A melhor surpresa foi quando os comissários de bordo vieram até os nossos assentos e perguntaram se a refeição sem lactose era nossa.

^_______________________^

Tá, tudo bem, era sem lactose. Mas nesse caso, significava SIM, sem leite ou traços de leite. E era uma refeição quente e gostosa, com direito a sobremesa (fruta, mas era sobremesa). Para o papai e para a Fofa, comida tradicional com uma fatia bem generosa de queijo gruyère que cheirava tãooooooooo bem...


Conexão em Zurique (afinal, a Swiss é baseada na Suíça, ora pois), outro pequeno stress por conta da alimentação (porque aqui no Brasil, infelizmente é comum você ter as famosas falhas de comunicação), rapidamente solucionado com a chegada do "lanchinho da tarde" mais bem embaladinho, bonitinho e gostoso que já vi. Também sem leite para a Fofinha, tradicional para o papai e para a Fofa, com o queijo cheiroso de novo. Complicado foi o mimo oferecido no final de cada vôo: chocolate suíço. Ao leite. Mas com todas as informações sobre alérgenos no rótulo.



Destino final: Grécia. Para ser mais precisa, Anavyssos, a 55 km de Atenas. Saímos de um frio do uó, com as meninas todas chiando e tossindo, para um calor maravilhoso com um céu magnífico. Aqui o stress foi menor (mas existiu), porque ficamos numa casa com mais de 20 pessoas e nem sempre pude fazer o controle de traços, mas eu cozinhei todas as refeições e pude fazer as compras para ler os rótulos com atenção. Felizmente, tivemos só um escape.

Arroz e farinha de trigo

Como haviam veganos no grupo, não era difícil ter comidas sem leite na casa, então fiquei atenta à soja. Duro era entender o que estava escrito nas embalagens, felizmente quase tudo tinha uma parte escrita em inglês e, para que eu ficasse ainda mais contente, os alimentos que tinham os ingredientes listados em inglês tinham as informações sobre alérgenos bem explícitas e em destaque (os que só estavam escritos em grego, podiam ou não ter as informações. Duro era ler "leite" em grego).

Já nos restaurantes, não tivemos problemas. Era só avisar que eu não podia consumir leite que as minhas saladas vinham sem queijo feta e todos os meus pratos vinham feitos no azeite, tanto que tivemos só um escape durante 15 dias e não foi por causa de restaurante.

Este não era o meu prato. O meu não tinha essa fatia linda de queijo com azeite e orégano em cima...
Também não tive problema na farmácia. Precisei comprar desloratadina para a Fofa e consegui só com a receita em inglês (mas precisei de miconazol pra Fofinha e só comprei porque falei que era médica e tinha levado a carteirinha do CFM). Claro que aproveitei e comprei os creminhos caros das pessoas aqui, porque haja $$$ pra tanta dermatite atópica.


Resumindo: valeu a pena todo o trabalho e a preocupação? Valeu. As meninas se divertiram muito e nós pudemos conhecer um lugar paradisíaco e que já povoava a nossa imaginação desde as aulas de História da época de escola. Só lamentei que as meninas não entenderam direito por que a mamãe e o papai ficavam tão felizes vendo aquele monte de pedras e aquele monte de estátuas quebradas. 


Mas eu sei que, quando elas crescerem, vão ver as fotos e entenderem que, um dia, estiveram bem perto de tudo aquilo que ainda vão aprender.


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...