segunda-feira, 28 de setembro de 2015

O desfralde (mesmo? Mas como? Já???)

Não faz muito tempo, eu comentei sobre um possível desfralde da Fofinha e sobre a experiência traumática do desfralde da Fofa (que foi começado antes dos sinais de desfralde, interrompido após vários choros e 24 horas de mãe com rodo pela sala e retomado após 3 meses, com sucesso imediato).

Também mencionei que a senhorita em questão havia parado de usar fraldas de pano e, que, portanto, estávamos comprando a fralda descartável de embalagem verde (porque a roxa estava muito cara e a pessoinha se jogava do trocador se tentasse colocar a de pano). 

Então, há mais ou menos 4 semanas, a Fofinha começou a ter os mesmos sinais e sintomas de dermatite atópica que a Fofa tem: pele seca, irritação com coceira nas dobras do cotovelo e do joelho (que também ficam esbranquiçadas) e... coceira na região do elástico da fralda, nas costas. O que melhorava era a hidratação contínua da pele da bebê ou... ficar sem fralda.

Já que quem sai na chuva é pra se molhar mesmo, comprei mais calcinhas (tamanho PPP, porque ninguém pensa que uma pessoa de 10 kg e 83 cm vai desfraldar) e descobri que havia uma loja aqui em Campinas que vendia as calcinhas de treinamento da Green Sprouts. Claro que poderia usar as calças de treinamento vendidas pelos mesmos fabricantes das fraldas de pano modernas, mas queria algo parecido com calcinha mesmo, ou perigava a coisinha não querer usar.

São laváveis e muito fofinhas
Continuamos usando fraldas para dormir (mas está acordando seca, semana que vem já vou fazer o desfralde noturno) e para ir à escolinha, porque está no berçário e a estrutura do desfralde de lá é somente nas classes do maternal em diante. Contrariando o que muitos dizem, ela não confunde e, quando chega em casa, já corre pro banheiro pra tirar a fralda (e andar pelada pela sala). Ainda temos um acidente por semana, mas é bem pouco e já está avisando bem antes do xixi sair, o que dá tempo de correr pro banheiro, mesmo fora de casa.

Para facilitar, em casa temos um redutor por banheiro e, para sair, usamos o redutor dobrável da Nuk, que é acolchoado e prático, cabe dentro da bolsa da bebê, além de se encaixar em qualquer assento sanitário (mas alguns exigem certo equilíbrio da mãe e do bebê).

O redutor dobrado
Agora estou namorando uma escadinha com redutor para colocar em um dos banheiros, para facilitar a vida e dar mais "independência" para a Fofinha (porque claro que um adulto sempre irá atrás para ver se não desenrolou o papel higiênico dentro da privada ou se não caiu lá dentro). Se der certo, volto a postar :D

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Viajando com alérgico - The Royal Palm Plaza Resort

Foto de divulgação do hotel
Este ano, decidimos não fazer festa de aniversário separada para cada uma das meninas (primeiro porque os parentes e amigos trouxeram dois presentes nas duas festas que fizemos no ano passado, depois porque adquirimos um pacote do Vacation Club), então planejamos uma festona em outubro e, para não passar setembro em branco, fomos passar o feriado da independência no The Royal Palm Plaza Resort.

Claro que a nossa preparação começa já na reserva: fizemos a reserva pelo Royal Palm Vacation Club e avisamos que teríamos duas pessoas com restrição alimentar (o que saiu impresso até no voucher). Compramos o nosso suprimento de emergência para saídas de casa (Becel, pão sem leite, biscoitos sem leite, leites vegetais...) e nos preparamos para ir.

Não fica longe de casa. Em 20 minutos estávamos no hotel, fazendo o check-in, que, apesar de só iniciar às 14h, permitiram que entrássemos no quarto ao meio-dia, para guardar as malas e sossegar as três crianças ansiosas. Avisamos de novo sobre a restrição no check-in e fomos almoçar.

Avisamos a terceira vez na entrada do restaurante, nesse dia o almoço era feijoada, então... nada a se preocupar. Mas as crianças queriam comer no restaurante das crianças, então fomos e...

... meu Deus, como tinha coisa com manteiga. Tudo tinha manteiga. Ou queijo. Ou creme de leite. Nem o macarrão sem molho se salvava. Aliás, minto, salvava-se a BATATA FRITA (e por uma margem muito curta, porque provavelmente foi frita no mesmo óleo dos nuggets). Na mesa de sobremesa, uma singela tigela de gelatina mandava um "oi" pra Fofinha. E só. Tudo mais tinha algum derivado de leite.

Solução?

Correr pra copa do bebê.

A maravilhosa copa do bebê do prédio Azaléia
Em feriados e períodos de alta temporada, a copa do bebê é aberta 24 horas (em baixa temporada, fecha às 22h). Tem uma copa no prédio Azaléia, uma na Casa de Campo (no meio do Miniville) e uma no The Palms, equipada com geladeira, micro-ondas, biscoito salgado (de polvilho - e era da Fabitos, sem leite!), biscoito doce (esse já era tradicional), Cremogema (!), Farinha Láctea (!!) e achocolatado (!!!), além de leite de caixinha. Na hora das refeições, vinham dois tipos de sopinha cujos nomes estavam escritos nas plaquinhas (massssss a gente tinha que adivinhar se tinha leite ou manteiga ou não. Papai tomou muita sopinha antes de dar pra Fofinha).

Demos a sopinha pra Fofinha, uma fruta e voltamos pro restaurante. Nesse almoço não tivemos problemas e soltamos a criançada pra brincar.

Na verdade, não tivemos nenhum escape. Nenhum MESMO. Só que, nas refeições seguintes, eu fiquei restrita a pedir uma opção light da cozinha (imaginem comer arroz integral, legumes ao vapor - que já já conto a história deles - e uma carne grelhada em todas as refeições em um resort padrão top top top).

E os legumes ao vapor?

Pois bem, na primeira vez que os pedi, falei com todas as letras que não podia ter nada de leite, creme, queijo, manteiga e afins na minha comida. Quando o meu prato chegou... TCHANS! Uma gordura meio amarelada esquisita em cima da mandioquinha e um cheiro de pipoca de cinema... chamei a maitre de novo, ela foi até a cozinha e imediatamente retirou o meu prato avisando que ele iria ser refeito.

E aí, pra onde foi a minha segurança ao comer? Fiquei meio paranóica e a bebê passou a fazer todas as refeições na copa do bebê, ou seja, ela tomou sopa em todos os dias que ficamos no resort (jantava umas 3 vezes, porque está acostumada a comer de tudo) e beliscava as preparações que certamente não teriam manteiga, o que ficou difícil, porque até a couve era refogada na manteiga.

No café da manhã, até conseguimos comer baguetes (deliciosas), geléia em porções individuais da Queensberry e omelete (mas todo dia eu tinha que avisar sobre a restrição e todo dia tinha que esperar vir uma frigideira e utensílios LIMPOS da cozinha - porque usavam a mesma frigideira para TODOS - oi?), além das frutas. Tinha também uma singela cestinha (inha) de produtos sem glúten e sem lactose no meio da mesa. Camuflada no meio de tanta coisa com leite e com glúten e sem identificação nenhuma. Se eu não conhecesse as marcas, passaria reto por ela.

A parte boa para alérgicos é que existem quartos com PISO DE MADEIRA, ou seja, sem aquele carpete peludo cheio de pó que pode exacerbar uma rinite ou ocasionar uma crise de asma. Os quartos são arrumados diariamente e, à noite, tiram a colcha, arrumam a cama delicadamente para você dormir e deixam chocolatinhos (com leite...) e garrafas de água de cortesia. Um mimo que faz muito bem para a alma. :D

Em resumo, embora não pareça, adoramos o hotel e certamente voltaremos para levar as meninas na piscina e para brincar, mas não sei se ficaremos com a pensão completa. Para nós, ainda mais que vamos com o nosso carro, compensa pegar meia pensão e sair para comer em locais que conhecemos e confiamos na região.
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