domingo, 24 de abril de 2016

Viajando com Alérgico: Beto Carrero World!

Como não resistir ao pedido do sobrinho e da filha...?
Este ano, para comemorar o aniversário do sobrinho (e afilhado), fomos passar o dia no Beto Carrero World, em Penha/SC. Como sempre, viajamos de Azul Linhas Aéreas Brasileiras (porque, apesar dos pesares, ainda é a companhia aérea mais segura para a minha filha), mas com pacote comprado pela CVC. Escolhemos um hotel próximo ao parque, para não precisar contar com táxi, traslado ou aluguel de carrinho de bebê, então ficamos no Vila Olaria Hotel, a 900 metros do parque (e ainda dava pra cortar caminho pelo estacionamento).

A viagem de avião sempre é uma grande aventura. Voar pela Azul é sempre brincar de roleta-russa, podemos ter batata e balinhas, mas podemos NÃO ter a batata e ter as balinhas. Adivinhem o que aconteceu...?

Claro que não tinha batata. E aguentamos uma criancinha de 2 anos e 4 meses aos berros na decolagem, na aterrisagem E na hora que as comissárias passaram oferecendo comida (e antes que perguntem, já desisti de avisar que tem alérgico a bordo, porque não faz diferença nenhuma para eles. Sério. Já avisei na reserva, no check-in, a bordo, se tem, tem, se não tem, paciência - oh, que saudades da Swiss).

Chegamos de madrugada no aeroporto de Navegantes/SC, onde o motorista contatado pelo hotel já nos esperava e, muito educado, já se ofereceu para a viagem de volta, nos levando para Itajaí, de onde o padrinho da Fofa nos levaria para Navegantes após uma tarde de brincadeiras. Dormimos e já nos preparamos para o dia seguinte.

De manhã, a primeira boa notícia: frigobar REALMENTE aberto. Já tinha a informação de que poderia levar comida de casa e guardar no frigobar do quarto, mas sempre paira a dúvida. A segunda: apartamento com PISO FRIO!

Quarto quádruplo standard plus - foto de divulgação do hotel
Descemos pro café e encontramos outras famílias com restrição alimentar. Como descobrimos: oras, quem mais levaria bisnaguinha da marca Bisnaguitos e um pote de Becel azul pro café da manhã de um hotel? ;) Tinha também uma boa variedade de frutas, geléias e alguns frios que pudemos consumir (lembrando que a Fofinha já podia comer traços de leite). Barriguinhas cheias, fomos encarar a caminhada para o Beto Carrero World.

Primeira preocupação na fila: COMO ENTRAR COM A CAIXA TÉRMICA da Fofinha? Claro, levamos relatórios sobre a restrição alimentar dela, fui com a identidade do CFM e tudo, gelamos quando vimos a placa "não entrar com alimentos e água de fora" e...

... fuém fuém, entramos com tudo e ninguém perguntou o que tinha na caixa térmica... depois, lá dentro, vi gente até com garrafão térmico (aquele quadradão, lembrança da minha infância) cheio de água gelada.

Esse carrossel fica no meio da praça de alimentação!
Brincamos muito, só não fomos nos brinquedos que tinham restrição de altura, o que causou um certo desentendimento em uma certa Fofa, que ficou de fora dos brinquedos radicais por causa de 3 cm (e o primo foi em todos). Fomos também no show Excalibur, extremamente empolgante, com almocinho bem gostoso e sem leite (segundo informações do atendimento telefônico), mas NÃO recomendo para crianças pequenas. A Fofinha dormiu e a Fofa começou a ficar com medo depois da metade do show.

Infelizmente ficamos um dia só (reservamos o dia seguinte para visitar a madrinha da Fofa), então não vimos todos os shows (queremos voltar pra ver o show do Madagascar) e não fomos na ilha dos piratas, nem no pedalinho.

À noite, fomos jantar. O hotel não tem restaurante para servir o jantar, mas tem uma pizzaria na esquina e um restaurante familiar bem em frente, atravessando a rua. Também fizemos as perguntas de sempre e a mocinha nos avisou que não, não usavam manteiga ou queijo no preparo das comidas. Pedimos um prato "para três" e veio uma TRAVESSA cheia de arroz, macarrão, batata frita, um pouco de alface e tomate, uma tigela de feijão e uma outra travessinha com frango e peixe empanados. Nunca comi tanto pelo preço que eles cobraram.

No dia seguinte, partimos para Itajaí, para ficar na casa da comadre. E, à noite, o retorno para casa... de Azul... o famoso show na decolagem e na aterrisagem... só me digam que um dia isso melhora...

quarta-feira, 13 de abril de 2016

A tal da adenóide

Uma das coisas que mais gosto de fazer é escrever posts a pedido dos leitores do blog, afinal, tem dias em que consigo pensar em um assunto legal, mas tem dias que trava tudo.

Então vamos falar da tal da adenóide. Todo mundo conhece pelo menos uma pessoa que "tem adenóide". Na verdade, eu tenho, minhas filhas têm, todo mundo tem.

ADENÓIDE, na verdade, é o nome dado às tonsilas faríngeas, um conjunto de tecido linfóide que existe na região da rinofaringe, fazendo parte do Sistema Imunológico, reconhecendo partículas danosas ao nosso organismo, produzindo anticorpos e amadurecendo células de defesa.

O que acontece é que algumas situações específicas podem fazer com que as tonsilas faríngeas fiquem aumentadas e prejudiquem a entrada de ar pelo nariz:
  • Hipertrofia de adenóide: é o crescimento acima do normal do tecido linfóide, geralmente causado por alérgenos aéreos. É mais comum em quem tem rinite alérgica.
  • Adenoidite: é a inflamação e infecção do tecido linfóide, que pode ser confundida, em crianças, com a sinusite aguda. Geralmente é tratada com antibióticos, com relativa melhora, mas pode ocorrer mais de uma vez, condição chamada de adenoidite de repetição.
Antigamente, a retirada da adenóide, junto com a retirada das amígdalas (que hoje chamamos de tonsilas palatinas) era bem mais frequente. Hoje só indicamos a retirada em casos extremos, por sabermos que elas fazem parte do sistema de defesa do nosso corpo, sendo benéficas. Além disso, caso o problema de base não seja solucionado (ex: alergia respiratória), as tonsilas faríngeas crescem de novo.

A parte boa disso tudo é que, naturalmente, tanto as tonsilas faríngeas como as palatinas regridem ao final da adolescência. 

A parte má é que, quando elas estão realmente muito grandes, elas bloqueiam a passagem de ar, sendo indicações para sua retirada:
  • Apnéia do sono;
  • Anormalidades crânio-faciais;
  • Assimetria tonsilar (um lado é maior do que o outro) com suspeita de malignidade (tumores malignos);
  • Sinusites e otites de repetição com comprometimento da qualidade de vida.
É importante fazer o acompanhamento com um profissional qualificado e atualizado para que seja feito um bom tratamento. E, claro, sempre manter a puericultura com o pediatra :)
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