segunda-feira, 8 de agosto de 2016

A hora de nanar


Muito se fala sobre a tal hora de dormir, sobre métodos, técnicas, rotina, a tal "higiene do sono" (chega a tal ponto que, para alguns pais, a hora de dormir é a verdadeira "Hora do Pesadelo"), mas para ser bem, bem sincera... eu oriento no consultório toda a teoria, mas em casa só falta dar sedativo pra por a Fofinha pra dormir cedo e rápido.

Tá, comparada com outras crianças, não dorme tarde, não. No máximo, 22h e tá todo mundo dormindo, mas até chegar nesse ponto, já foram 2 horas (sim, elas sobem pra dormir às 20h), 236587 + n! historinhas, musiquinhas cantadas em loop infinito e mãe estressando a níveis nunca antes vistos ou imaginados.

Ai vi esse livro na livraria. Não estava caro, era bonitinho e da mesma ilustradora do livro do Gildo, o último sucesso aqui em casa.


Então, por que não tentar? Afinal, é um livro de relaxamento para crianças... muito bem falado na blogosfera...

A primeira noite foi um fracasso. 

Fofa dormiu quase instantaneamente.

Fofinha deu piti.

Sério.

Começou a rolar na cama, falou que não ia dormir, que não estava com sono, chorou, chamou o papai, terminou na minha cama.

Quase desisti. Mas brasileiro não desiste nunca, então tentei a segunda noite.

Fofa dormiu antes da metade do livro.

Fofinha: Eu naum tô com sono. Eu naum tô com sono (respondendo às afirmações do livro). Mamaim, Fofa mimiu, naum teio mais esse livo.

Ok, parei... ela pegou a minha mão... e dormiu em 5 minutos.

TERCEIRA noite (e vamo que vamo)...

Fofa nem preciso dizer: até roncou.

Fofinha: Sou nenê. Sou nenê. Dá mão, mamaim, tira tavesseilo... RONC. - dormiu antes do fim do livro.

Aí achei que já estava bom e não li o livro do Coelhinho ontem. Pra queeeeeee, meu Deus??? Demorei DUAS HORAS E MEIA pra por o serzinho pra dormir!

Hoje retomamos o santo coelhinho! E em 30 minutos ela estava dormindo!

Mas qual o segredo desse coelho?

O autor, um psicólogo comportamental e linguista suíço, usou técnicas psicológicas para ajudar a criança a relaxar, dormir mais rápido e mais tranquilamente, sugestionando o sono ao inconsciente da criança (dos adultos também, porque eu tenho sono só de ler a história). Não é um livro que você lê do jeito tradicional, ele tem palavras em negrito, que devem ser lidas com ênfase, outras, em itálico, que devem ser lidas devagar e pausadamente. E o próprio texto traz comandos, como bocejar e trechos em que os pais inserem o nome da criança, para que ela se sinta parte da história.

Porém, como deu para perceber na experiência de casa, com duas crianças, o resultado é diferente de acordo com a personalidade de cada uma. A Fofa sempre foi mais tranquila, menos questionadora, então aceitou bem o método. Já a Fofinha, que me faz pensar todos os dias no mantra "ninguém merece", ainda resiste, acaba dormindo, mas demora bem mais.

Para quem tem criança que anda resistindo ao sono, recomendo. É aquela coisa: não é caro, não faz mal, não é remédio controlado, não custa tentar. :D

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Vamos falar sobre os tais bichinhos... temos que pegar! Pokémon GO!


Quem tem por volta de seus 20-30 anos deve se lembrar das aventuras de Ash Ketchum e seu pokémon Pikachu, num desenho que passava nas manhãs da Globo e que logo se tornou uma febre mundial. Nesse desenho, Ash era um menino que sonhava em se tornar um grande treinador Pokémon e viajava o mundo na companhia de seus amigos (e seu Pikachu extremamente temperamental e de personalidade... marcante).

Tela do jogo de Game Boy
Esse desenho, porém, veio depois do hit de jogos da época: Pokemon (Pocket Monsters), criado para jogar com o Game Boy da Nintendo. Foram várias versões de jogos (red, blue, yellow, etc, etc), com compartilhamento de pokemons via cabo (a última novidade da época), a maior atração entre as crianças e adolescentes. 


Aí, o desenho continuou... a febre deu uma diminuída... não são bobos nem nada, criaram o Pokémon Card Game (as tais "cartinhas pokémon"), que agora virou febre novamente entre crianças do Ensino Fundamental...

... e resolveram criar um jogo para atiçar os maiores. Sim, nos quais EU me incluo.


Pokémon GO é um jogo de realidade aumentada desenvolvido para smartphones que usa a sua localização GPS e a câmera do seu celular. Nele, você é um treinador Pokémon e sai pelas ruas procurando os bichinhos para capturar pela tela do seu celular.

Não faltaram críticas ao jogo, mas também temos relatos positivos, como o de uma criança autista que passou a socializar com as pessoas e a sair de casa após jogar o jogo.

E agora esse bendito está liberado no Brasil e a criançada está surtando e pedindo pra instalar esse joguinho no seu celular (em casa estão)?

Na minha opinião, ele pode SIM servir pra tirar as crianças de dentro de casa e de frente da TV/tablet/computador. Porém, não dá para deixar jogar indiscriminadamente e nem no meio da rua, até para não acontecerem artes do tipo... ser atropelado por um ônibus enquanto caça Pokémon, como um site de humor de Curitiba anunciou hoje de manhã (mas é BOATO, viu?). O que realmente tem acontecido é que marginais estão aproveitando a distração das pessoas jogando e têm roubado celulares, atraindo os jogadores com iscas no jogo.

Então, a Fofa vai jogar?

Vai sim. Mas com REGRAS:

1) Só depois de fazer a lição de casa e trocar de roupa.
2) Na companhia da mãe ou do pai.
3) Dentro do condomínio.
4) E antes de escurecer.

Como sempre dizemos, proibir não é a solução, então vamos deixar as regras bem claro e nos divertir com ela. :D

 

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